quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Estratégias para motivar os alunos (cont.)
Agora, são apresentadas algumas das estratégias que os professores podem utilizar para prevenir e gerir situações de indisciplina dos alunos:
• manter-se sempre calmo, sereno e seguro, no sentido de modelar o comportamento dos alunos;
• ser flexível, desde que coerente e estável, na forma de atuação, podendo alguma surpresa no comportamento do professor em relação aos alunos permitir uma maior eficácia na influência sobre estes (por exemplo, o professor pode aproveitar e manifestar humor em algumas situações inesperadas em vez de ficar perturbado com elas);
• evitar confrontos desnecessários, sendo mais tolerante (por vezes, é preferível que o professor faça que não percebe ou que deixe passar algumas situações menos graves do que tentar controlar todas as situações, pois pode perder a eficácia na atuação quando realmente se justifica intervir);
• nunca se esquecer que também já foi aluno, criança ou adolescente, e que também gostava de brincar;
• evitar categorizar ou rotular os alunos indisciplinados, pois pode estar a contribuir para a manutenção do comportamento destes (por exemplo, não dizer “tinha que ser você”);
• não se distanciar dos alunos indisciplinados, apenas estabelecendo relação com eles quando apresentarem comportamentos de indisciplina, pois nenhum aluno é sempre indisciplinado durante todo o tempo;
• tendo em vista que os comportamentos de disciplina também podem ser aprendidos, enfatizar os aspectos positivos do comportamento e da aprendizagem dos alunos, encorajando os seus progressos e fomentando uma expectativa de autoconfiança (por exemplo, dizer “sei que é capaz”), não estabelecendo interação apenas quando o comportamento é incorreto ou quando há insucesso na aprendizagem;
• dialogar com os alunos indisciplinados, procurando compreender os motivos que levaram-no a apresentar tal comportamento "indesejado" e fazendo com que estes alunos também compreendam o papel do professor, mas sobretudo que o professor também é uma pessoa (também é “de carne e osso”) que deve ser respeitada;
• fazer com que os alunos voltem a acreditar que podem vir a alcançar resultados escolares positivos;
• orientar a participação dos alunos para as matérias em análise, valorizando e incentivando essa participação;
• delegar funções de “ajudante” ao líder informal da turma, para a gestão da indisciplina na sala de aula;
• separar os alunos que perturbam;
• repreender os alunos em particular e apenas quando tal atitude é efetivamente necessária;
• identificar os casos de alunos com problemas familiares (por exemplo, agressividade na família ou alimentação deficiente) e tentar contribuir para a resolução de tais situações;
• estabelecer contratos que identifiquem os comportamentos a corrigir pelos alunos, no sentido de os responsabilizar e de os levar a desenvolver uma “disciplina interior”.
Aliás, o desenvolvimento da autodisciplina deve ser o objetivo de qualquer estratégia para gerir a indisciplina dos alunos (ARENDS, 1995; ESTRELA, 1992).
JESUS, Saul Neves. "Estratégias para motivar os alunos". In: Educação, Porto Alegre, v. 31, n. 1, p. 21-29, jan./abr. 2008
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Estratégias para motivar os alunos
Neste contexto, importa analisar que fatores podem permitir aos professores influenciar os seus alunos ou, no mesmo sentido, o que é que leva os alunos a deixarem- se influenciar pelo professor.
Seguindo as ideias de French e Raven (1967), podemos distinguir quatro grandes fatores de influência dos professores sobre os alunos: o reconhecimento do estatuto do professor pelos alunos; o reconhecimento pelos alunos da capacidade de recompensar ou de punir do professor, através das avaliações e das estratégias de gestão da indisciplina; o reconhecimento pelos alunos da competência do professor nos conhecimentos que este lhes pretende ensinar; o reconhecimento de certas qualidades pessoais e interpessoais no professor, apreciadas pelos alunos, desenvolvendo-se processos de identificação (JESUS, 1996b).
No passado, os alunos deixavam-se influenciar pelo professor por aceitarem pacificamente o seu estatuto, por o considerarem competente na área de conhecimentos que devia ensinar e também por lhe reconhecerem poder para recompensar ou punir através das avaliações e das estratégias de gestão da indisciplina, não sendo postas em causa as decisões tomadas pelo professor a este nível.
Atualmente, devido a múltiplos fatores (JESUS, 2002, 2003, 2007; LENS e JESUS, 1999), muitos alunos não se deixam influenciar pelo professor apenas devido ao fato de ser o “senhor doutor” ou “senhor professor” a sugerir, desvalorizam a escola como fonte de acesso ao saber ou conhecimento, colocando muitas vezes em dúvida a competência do professor, para além deste também ter vindo a perder poder no que diz respeito à capacidade de gestão da aprendizagem e da disciplina dos alunos. Assim, dos quatro fatores de influência distinguidos, aquele que parece ter maior importância na atualidade é a identificação do aluno com o professor. Isto é, o sucesso do professor junto dos alunos passa muito pelo reconhecimento de certas qualidades pessoais e relacionais.
No passado, os alunos tinham que se adaptar aos métodos dos professores, mas hoje, o professor deve procurar ir ao encontro dos interesses e da linguagem dos alunos, sendo flexível e dando o exemplo (um líder não pode funcionar segundo o princípio “faça o que eu digo e não o que eu faço”).
Para potencializar a criação de “laços” com os alunos e a motivação destes, os professores devem evitar o distanciamento, a “neutralidade afetiva” e o autoritarismo, devendo, ao contrário, fomentar uma “relação de agrado” (RIBEIRO, 1991), caracterizada pelo diálogo, pela negociação e pelo respeito mútuo.
Embora os professores tenham perdido poder nos últimos anos, dificultando a utilização de alguns fatores de influência sobre os alunos que no passado resultavam, continuam a possuir um instrumento fundamental para conseguirem criar laços de identificação com os alunos, influenciando-os: a linguagem utilizada na relação pedagógica,quer verbal, quer não verbal. Algumas das frases que o professor pode utilizar para uma “relação de agrado” são as seguintes: “devia estar orgulhoso dos seus resultados”, em vez de “estou orgulhoso de você” (no sentido de responsabilizar o aluno pelo seu comportamento, indo ao encontro da sua necessidade de auto-determinação); “está quase lá”, em vez de “está quase tudo errado” ou “você não faz nada da maneira certa” (no sentido de promover uma percepção de aperfeiçoamento pessoal e o esforço do aluno); “estejam à vontade para perguntar sempre que não compreenderem alguma explicação ou queiram apresentar algum comentário relevante”, em vez de “não me interrompam, se tiverem dúvidas perguntem no fim” (no sentido de promover a participação dos alunos e a compreensão e o acompanhamento das explicações do professor); “veja como hoje você se comportou bem”, em vez de “para brincar está sempre pronto” ou “tinha que ser você” (no sentido de evidenciar os comportamentos de disciplina dos alunos e não apenas os de indisciplina).
Especificamente, existem diversas estratégias que os professores podem utilizar para motivar os seus alunos para as tarefas escolares (ABREU, 1996; CARRASCO e BAIGNOL, 1993; JESUS, 1996B; LENS e DECRUYENAERE, 1991):
• manifestar-se entusiasmado pelas atividades realizadas com os alunos, constituindo um modelo ou exemplo de motivação para eles;
• clarificar, logo no início do ano letivo, o “porquê” da seqüência dos conteúdos programáticos da disciplina que leciona, levando os alunos a aperceberem-se da coerência interna entre as matérias, a aprender e a adquirirem uma perspectiva global dessas aprendizagens;
• explicitar o “para quê” das matérias do programa da disciplina que leciona, em termos da sua ligação à realidade fora da escola e da sua relevância para o futuro dos alunos;
• alargar a perspectiva temporal de futuro dos alunos, levando-os a valorizar certas metas para cujo alcance a escola constitui um meio ou instrumento, contribuindo para que eles não se limitem a uma atitude imediatista e consumista face às alternativas facultadas pela sociedade atual;
• salientar as vantagens que poderão advir para a vida futura dos alunos se estudarem, comparativamente às desvantagens se não estudarem, embora atualmente haja uma grande incerteza quanto às possibilidades de concretização dos projetos pessoais;
• procurar saber quais são os interesses dos alunos e o nome próprio de cada um deles;
• deixar os alunos participarem na escolha das matérias e tarefas escolares, sempre que possível;
• criar situações em que os alunos tenham um papel ativo na construção do seu próprio saber (de acordo com o provérbio “se ouço esqueço, se vejo lembro, se faço aprendo”);
• aproveitar as diferenças individuais na sala de aula, levando os alunos mais motivados, com mais conhecimentos ou que já compreenderam as explicações do professor a apresentarem os conteúdos aos outros alunos com mais dificuldades;
• incentivar diretamente a participação dos alunos menos participativos, através de “pequenas” responsabilidades que lhes possam permitir serem bem sucedidos;
• fomentar o desenvolvimento pessoal e social dos alunos, através de estratégias de trabalho autônomo e de trabalho de grupo;
• utilizar metodologias de ensino diversificadas e que tornem a explicação das matérias mais clara, compreensível e interessante para os alunos;
• estabelecer as relações entre as novas matérias e os conhecimentos anteriores;
• partir de situações ou acontecimentos da atualidade ou da realidade circundante para ensinar as matérias aos alunos;
• utilizar um ritmo de ensino adequado às capacidades e conhecimentos anteriores dos alunos, privilegiando a qualidade à quantidade de matérias expostas;
• criar situações de aprendizagem significativas para os alunos, contribuindo para uma retenção das aprendizagens a médio/longo prazo;
• evitar levar os alunos a estudar apenas na perspectiva do curto prazo porque vão ser avaliados sobre as matérias em causa;
• diminuir o significado ansiógeno dos testes de avaliação, contribuindo para o potencializar das qualidades dos alunos, para um maior empenhamento destes noutras tarefas escolares e uma menor ansiedade face às provas de avaliação;
• proporcionar vários momentos de avaliação formativa aos alunos, levando-os a sentirem satisfação por aquilo que já conseguiram aprender e motivação para aprenderem as matérias seguintes;
• reconhecer o progresso escolar dos alunos, comparando os seus conhecimentos atuais com os seus conhecimentos anteriores, levando-os a perceberem as melhorias ocorridas e a acreditar na possibilidade de ainda poderem melhorar mais os seus desempenhos se se esforçarem;
• reconhecer e evidenciar tanto quanto possível o esforço e a capacidade dos alunos, não salientando sobretudo os erros cometidos por estes;
• ter confiança e otimismo nas capacidades dos alunos para a realização das tarefas escolares, explicitando-o verbalmente;
• contribuir para que o aluno seja bem sucedido nas tarefas escolares, aumentando a sua auto-confiança, nível de excelência e “brio” na realização escolar;
• promover a realização de tarefas de um nível de dificuldade intermediário aos alunos, pois as tarefas demasiado fáceis ou demasiado difíceis não fomentam o envolvimento do aluno, nem a percepção de competência pessoal na sua realização;
• levar os alunos a atribuir os seus fracassos a causas instáveis (por exemplo, falta de esforço) e não a causas estáveis (por exemplo, falta de capacidade), de forma a que aumentem as expectativas de sucesso e o empenhamento em situações futuras;
• clarificar crenças inadequadas sobre os resultados escolares que os alunos possuam e que possam estar a contribuir para um menor esforço ou empenhamento nas atividades de estudo (por exemplo, “o professor não gosta de mim e, logo, não vou conseguir obter boa nota”);
• ajudar os alunos a aproveitarem o esforço dispendido nas tarefas de aprendizagem, através do desenvolvimento de competências de estudo, pois “mais vale estudar pouco e bem do que muito mas mal”.
JESUS, Saul Neves. "Estratégias para motivar os alunos" In: Educação. Porto Alegre, v. 31, n. 1, p. 21-29, jan./abr. 2008
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Lembranças da Abertura do Ano Letivo 2010
Fomos brindados com uma motivadora palestra do Professor João Beauclair, que de forma brilhante, nos mostrou que nossos dias podem ser muito melhores se nos propomos a isso.
E de forma muito carinhosa, o Professor João manisfestou sua alegria em estar conosco criando um belíssima homenagem que se encontra no seguinte link: http://www.profjoaobeauclair.net/blog.php?idb=21360
Leiam, curtam, reflitam e sintam a homenagem maravilhosa que nos foi prestada.
Aproveitem também para ver algumas fotos do evento!
Um excelente início de ano e bom trabalho!
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Dicas para a volta às aulas: promovendo a motivação de nossos alunos
Professores e alunos voltam à escola com gás total, querendo ensinar e aprender mais e mais...
Para os professores é momento de rever posturas e planejar...
Neste início, torna-se indispensável:
Conhecer a turma que irá assumir, analisando os registros de desenvolvimento dos alunos, feitos pelos professores dos anos anteriores;
Realizar avaliação diagnóstica dos alunos, para determinar o ponto de partida do processo de ensino-aprendizagem que será desenvolvido durante o ano letivo;
Propor o planejamento anual para a turma, partindo de seu diagnóstico inicial;
Ao analisar a avaliação diagnóstica e propor o planejamento anual, observar as metodologias, práticas pedagógicas e estratégias didáticas mais adequadas à turma;
Motivar os alunos para que a aprendizagem seja efetiva e significativa.
Zailda Coirano em seu blog http://questaodeclasse.wordpress.com/2009/01/02/como-motivar-seus-alunos/, dá algumas dicas de como motivar os alunos:
Leve músicas, violão, vídeos, jogos, torne a aula mais dinâmica e faça com que eles participem mais, tomando uma parte da responsabilidade do andamento das coisas em suas mãos.
Antes de começar uma matéria nova, dê uma introdução e peça a eles que pesquisem sobre o assunto, na aula seguinte faça perguntas e através delas construa sua aula.
Em vez de escrever as coisas na lousa, leve cartazes coloridos e com desenhos ou figuras, além de ficar mais interessante para eles, você poderá usá-los de novo com outras turmas, além de poupar o tempo que você gasta enchendo a lousa.
Em vez de praticar a matéria com folhas de testes para preencher, faça um jogo ou brincadeiras, há várias sugestões no blog Coelho da Cartola, que você pode usar da forma que estão, adaptar ou simplesmente usar como inspiração para criar as suas.
Dê tarefas criativas, nas quais o aluno coloque em prática aquilo que aprendeu, como entrevistas com membros da família e amigos, desenhos e gráficos. Dê trabalhos em grupo na classe e fora dela para promover a interação dos membros da classe, tornando o ambiente amigável e cooperativo.
Faça as coisas de maneiras diferentes, surpreenda seu aluno, para que ele nunca saiba como será sua aula.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Dificuldades de Aprendizagem: algumas dicas para identificá-las
Segundo Trisotto, as crianças com dificuldades de aprendizagem, não têm uma inteligência inferior, elas podem demonstrar suas habilidades em muitas áreas.
O professor atento a esta questão, pode identificar essas potencialidades com atividades diferenciadas, mas infelizmente, muitas escolas não têm oferecido esta oportunidade a nossas crianças.
Trisotto apresenta em seu texto “Dificuldades de Aprendizagem: apontamentos para uma discussão”, algumas dicas para que os professores possam reconhecer alguns sintomas das principais alterações em áreas como: atenção, percepção visual, processamento da linguagem ou coordenação muscular.
O professor ao reconhecer alguns desses sintomas deve levar o fato ao conhecimento de toda equipe pedagógica da escola, para que assim, possam juntos determinar os encaminhamentos que serão dados a partir daí, como por exemplo, comunicar à família o que foi observado e sugerir a busca de ajuda profissional especializada.
LISTA DE VERIFICAÇÃO DE SINTOMAS DE TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇAO HIPERATIVIDADE
Os déficits de atenção ocorrem com ou sem hiperatividade. Exitem também crianças que são primeiramente hiperativas e impulsivas e têm menos problemas de atenção. De acordo com o manual mais usado pelos profissionais para identificação do TDificuldades de AprendizagemH, seis ou mais sintomas de qualquer das listas a seguir sugerem a presença do transtorno:
Desatenção:
• com freqüência deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras;
• com freqüência, tem dificuldades em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;
• com freqüência parece não escutar, quando lhe dirigem a palavra;
• com freqüência, não segue instruções e não termina os deveres escolares e tarefas domésticas;
• com freqüência tem dificuldades para organizar tarefas e atividades;
• com freqüência, reluta em envolver-se em tarefas ou atividades ou evita-as (por exemplo tarefas escolar ou deveres de casa);
• com freqüência, perde coisas (como brinquedos, tarefas de casa, livros, lápis);
• distrai-se facilmente com visões e sons irrelevantes;
• com freqüência, apresenta esquecimento em tarefas diárias;
Hiperatividade e Impulsividade:
• com freqüência, retorce as mãos e os pés, remexendo-se na cadeira;
• com freqüência, deixa a cadeira na sala de aula ou em outras situações nas quais se espera que permaneça sentado (como mesa de jantar);
• corre e sob demasiadamente nos objetos em situações nas quais isso é impróprio;
• tem grande dificuldade em brincar em silêncio;
• com freqüência, está “ a mil” ou age como se “impulsionada por um motor”;
• fala excessivamente;
• com freqüência, dá respostas precipitadas antes de as questões terem sido completadas;
• com freqüência, tem dificuldade de esperar sua vez;
• com freqüência, interrompe ou intromete-se nos assuntos de outros (intromete-se em conversas e brincadeiras).
Adaptado de Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4ª ed. 1994. Washington, DC. American psychiatric Association.
Fonte: SMITH & STRICK, 2001, p. 39.
LISTA DE VERIFICAÇÃO DE SINTOMAS PARA DEFICIÊNCIA DA PERCEPÇÃO VISUAL
É normal que as crianças exibam alguns dos sintomas desta lista. Uma Da pode ser possível, se muitos desses comportamentos estiverem presentes e se persistirem além da idade na qual esses erros são típicos:
Escrita:
• antipatiza com a escrita e evita aprende-la;
• atrasos na aprendizagem da escrita;
• os trabalhos escolares são sujos e incompletos; muitas rasuras e apagamentos;
• dificuldade para recordar as formas das letras e dos números;
• freqüentes inversões de letras e números;
• espaçamento desigual entre letras e números;
• omissão de letras das palavras e de palavras das sentenças;
• cópia imprecisa;
• fraca ortografia (escreve foneticamente);
• não consegue localizar erros no seu próprio trabalho;
• dificuldade em preparar esboços gerais e organizar o trabalho escrito.
Leitura:
• confunde letras de aparência similar (b e d, p e q);
• dificuldade para reconhecer e recordar palavras que vê (mas pode pronunciá-las foneticamente);
• com freqüência, perde-se durante a leitura;
• confunde palavras de aparência similar (preto e perto);
• inverte palavras (lê mala por lama);
• tem problemas para encontrar letras em palavras ou palavras em sentenças;
• fraca memória para palavra impressa 9também para seqüência de números, diagramas, ilustrações, etc.);
• fraca compreensão das idéias principais e dos temas;
• dificuldade com conceitos matemáticos de nível superior.
Matemática:
• fraco alinhamento de problemas resulta em erros de cálculo;
• dificuldade para memorização de fatos da matemática, tabelas de multiplicação, fórmulas e equações;
• problemas para interpretar gráficos, diagramas e tabelas.
Problemas relacionados:
• confunde esquerda e direita;
• tem dificuldades para estimar a hora, para ser pontual;
• fraco senso de direção, demora para aprender o caminho correto em local novo;
• dificuldade para julgar velocidade e distância (interfere em muitos jogos; pode ser um problema ao dirigir um veículo);
• tem dificuldade para “chegar ao ponto”; perde-se em detalhes;
• não capta o humor e os sentimentos de outras pessoas (freqüentemente, acaba dizendo as coisas erradas no momento errado);
• fraco planejamento e habilidade de organização;
• freqüentemente perde as coisas; não consegue localizar objetos “bem à sua frente”;
• antipatia por quebra-cabeças, labirintos ou outras atividades com um forte elemento visual;
• dificuldade para perceber estratégias que garantam o sucesso em jogos (pode não compreender o objetivo).
Fonte: Dificuldades de Aprendizagem de A a Z, SMITH e STRICH, 2001, p.43
LISTA DE VERIFICAÇÃO DE SINTOMAS PARA DEFICIÊNCIA DE PROCESSAMENTO DA LINGUAGEM
É normal as crianças exibirem alguns comportamentos desta lista. Contudo, um padrão persistente de muitos desses pode indicar uma dificuldade de aprendizagem.
Compreensão da fala e da linguagem:
• atraso para aprender a falar;
• não modula o tom de voz apropriadamente; fala em tom monótono ou muito alto;
• tem problemas para citar nomes de objetos e pessoas;
• utiliza uma linguagem vaga e imprecisa; possui um vocabulário pequeno;
• a fala é lenta ou sofre interrupções, usa mecanismos de “adiamento” verbal (“ah”, “hmm”, “você sabe”, “né”);
• usa uma gramática pobre;
• com freqüência pronuncia mal as palavras;
• confunde palavras com sons similares (como “frustrar” e “flutuar”, pode produzir híbridos, como “flustrar”);
• com freqüência, usa gestos com as mãos ou a linguagem corporal para ajudar a transmitir a mensagem;
• evita falar (especialmente na frente de estranhos, figuras representativas de autoridade ou grupos);
• é insensível a rimas;
• demonstra pouco interesse por livros ou histórias;
• não responde apropriadamente a questões (responde “segunda-feira” , quando lhe perguntam “Onde você estudou?”);
• com freqüência, não compreende ou não recorda instruções.
Leitura
• atrasos significativos para aprender a ler;
• dificuldade na citação de nomes e letras;
• problemas para associar letras e sons, discriminar os sons nas palavras, mesclar sons para formar palavras;
• dificuldade para analisar seqüências de sons; erros freqüentes de seqüência (como ler “sabe” como “base”);
• tenta “adivinhar” palavras estranhas, ao invés de usar habilidades de análise da palavra;
• lê muito lentamente, a leitura oral deteriora-se após algumas sentenças (devido ao declínio na capacidade para recuperar rapidamente sons na memória);
• a compreensão para o que está sendo lido é consistentemente fraca ou deteriora-se quando as sentenças se tornam mais longas e mais complexas;
• fraca retenção de novas palavras no vocabulário;
• antipatiza com leitura, evitando-a.
Escrita:
• as tarefas escritas são curtas e incompletas, freqüentemente, caracterizadas por sentenças breves, vocabulário limitado;
• persistem problemas com a gramática;
• erros bizarros de ortografia (não fonéticos); o estudante pode ser incapaz de decifrar a própria escrita;
• idéias nas tarefas escritas são mal-organizadas, não-ligicamente apresentadas;
• pouco desenvolvimento do tema; os estudantes estão mais propensos a escrever listas rápidas de pontos ou eventos do que oferecer detalhes ou desenvolver idéias, personagens ou trama;
• em testes é mais bem-sucedido em testes de múltipla escolha do que em ensaios ou preenchimento de espaços em branco.
Matemática:
• resposta lenta durante exercícios de matemática devido a problemas com recuperação de números da memória;
• dificuldade com problemas por extenso devido à fraca compreensão da linguagem;
• problemas com matemática de nível superior, devido a dificuldade com analise e raciocínio lógico.
Problemas relacionados:
• “faz uma salada” de mensagens telefônicas, entende mal o que é ouvido no rádio ou na TV;
• dificuldade com raciocínio verbal; pode entender todas as palavras no provérbio “Pedra que rola não cria limo”, mas ser incapaz de explicar o que isso significa; pode considerar difícil extrair conclusões lógicas;
• problemas para entender trocadilhos e piadas; pode não detectar gozações;
• dificuldade para fazer comparações e classificar objetos e idéias;
• dificuldade para recordar informações ou produzir fatos ou idéias, quando solicitado;
• dificuldade para apresentar uma história ou instrução em uma ordem lógica;
• tipos de problemas encontradas na aprendizagem da língua materna tendem a ser repetidos ao estudar uma língua estrangeira;
• dificuldade para iniciar ou manter uma conversa.
Fonte:Dificuldades de Aprendizagem de A a Z, SMITH e STRICH, 2001 p.49-50
LISTA DE VERIFICAÇÃO DE SINTOMAS PARA DEFICIENCIA MOTORA FINA
Não raro, as crianças pequenas exibem muitos comportamentos desta lista. Porém, se os sintomas persistem ao longo das séries escolares, uma deficiência pode ser responsável:
Em casa:
• parece desajeitado e atrapalhado; com freqüência, deixa cair ou derramar as coisas, derruba os objetos;
• tem dificuldades para pegar e usar pequenos objetos, como peças de quebra-cabeças ou blocos de construções;
• tem problemas com botões, presilhas e zíperes ao vestir-se; considera muito difícil atar os sapatos;
• não tem sucesso com jogos e atividades que envolvem habilidades das mãos (“cama de gato”, lições de piano, basquete);
• apresenta fraca capacidade para colorir; não consegue manter-se dentro dos contornos do desenho;
• trabalhos de arte parecem imaturos para a idade (desenhos criados a partir da imaginação geralmente são melhores que esforços para copiar desenhos);
• dificuldade com o uso de tesouras;
• desajeitado ao segurar o lápis (pode segurá-lo de modo muito apertado ou muito frouxo);
• atrasos para aprender a escrever; a escrita é grande e imatura, as letras e os números são malformados;
• pode estar atrasado na aprendizagem da fala ou ter problemas de articulação.
Na escola:
• fraca caligrafia (desleixado, ilegível, pouco espaçamento, tamanho irregular das letras, nenhum estilo consistente, escapamento das linhas no papel);
• os papeis são descuidados (rasgados e amassados, com muitas rasuras, manchas e apagamentos incompletos);
• lentidão acentuada, esforço excepcional e frustração notados durante as tarefas escritas;
• antipatiza com atividades de escrever ou desenhar, evitando-as;
• os esforços de escrita são curtos e, com freqüência, incompletos;
• o conteúdo/estilo das tarefas escritas é fraco (seu foco primário está sobre a obtenção de legibilidade);
• os erros de cálculo são comuns, devido a numerais ilegíveis, amontoados e pouco alinhados;
• em casos graves, dificuldades para aprender habilidades com o teclado.
Fonte:Dificuldades de Aprendizagem de A a Z, SMITH e STRICH, 2001 p.59
TRISOTTO, Rejane Maria de Almeida. “Dificuldades de Aprendizagem: apontamentos para uma discussão”. Disponível online in: http://64.233.163.132/search?q=cache:SREDRXSKz6YJ:www.isal.com.br/site/script/_artmono/srcdownload.asp%3Farquivo%3DArtigo%2520Professora%2520Rejane%2520-%2520DA.doc+dificuldades+de+aprendizagem+apontamentos+para+uma+discussao&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk, acessado em 26 de outubro de 2009.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Mais uma sugestão legal
http://www.pmf.sc.gov.br/ebmantoniopaschoal/ambientes/si/sites_interessantes.html
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Links legais
Então, não deixem de visitar mais estes links:
http://espacoeducar-liza.blogspot.com
Neste blog, vocês vão encontrar muitas sugestões de atividades, organizadas por ano de escolaridade. São atividades retiradas de coleções pedagógicas que podem ser aproveitadas no planejamento das aulas de língua portuguesa, matemática, entre outras. Há ainda: Provinha Brasil, Dificuldades de aprendizagem, com sugestões de atividades...
Ah!!!!Não dá pra falar de tudo que está no blog. É só visitando mesmo!!
Outra sugestão legal é o site:
http://www.desenhos.pt/colorir/formas_geometricas_9_print.html
Neste endereço eletrônico, vocês podem encontrar: mandalas e outros desenhos para imprimir, além de alguns jogos: caça-palavras, sudoku...
Estratégias para motivar os alunos (cont.)
ARTIGOS PEDAGÓGICOS 0ESTRATÉGIAS PARA MOTIVAR OS ALUNOS PARA A DISCIPLINA NA SALA DE AULA
Agora, são apresentadas algumas das estratégias que os professores podem utilizar para prevenir e gerir situações de indisciplina dos alunos:
• manter-se sempre calmo, sereno e seguro, no sentido de modelar o comportamento dos alunos;
• ser flexível, desde que coerente e estável, na forma de atuação, podendo alguma surpresa no comportamento do professor em relação aos alunos permitir uma maior eficácia na influência sobre estes (por exemplo, o professor pode aproveitar e manifestar humor em algumas situações inesperadas em vez de ficar perturbado com elas);
• evitar confrontos desnecessários, sendo mais tolerante (por vezes, é preferível que o professor faça que não percebe ou que deixe passar algumas situações menos graves do que tentar controlar todas as situações, pois pode perder a eficácia na atuação quando realmente se justifica intervir);
• nunca se esquecer que também já foi aluno, criança ou adolescente, e que também gostava de brincar;
• evitar categorizar ou rotular os alunos indisciplinados, pois pode estar a contribuir para a manutenção do comportamento destes (por exemplo, não dizer “tinha que ser você”);
• não se distanciar dos alunos indisciplinados, apenas estabelecendo relação com eles quando apresentarem comportamentos de indisciplina, pois nenhum aluno é sempre indisciplinado durante todo o tempo;
• tendo em vista que os comportamentos de disciplina também podem ser aprendidos, enfatizar os aspectos positivos do comportamento e da aprendizagem dos alunos, encorajando os seus progressos e fomentando uma expectativa de autoconfiança (por exemplo, dizer “sei que é capaz”), não estabelecendo interação apenas quando o comportamento é incorreto ou quando há insucesso na aprendizagem;
• dialogar com os alunos indisciplinados, procurando compreender os motivos que levaram-no a apresentar tal comportamento "indesejado" e fazendo com que estes alunos também compreendam o papel do professor, mas sobretudo que o professor também é uma pessoa (também é “de carne e osso”) que deve ser respeitada;
• fazer com que os alunos voltem a acreditar que podem vir a alcançar resultados escolares positivos;
• orientar a participação dos alunos para as matérias em análise, valorizando e incentivando essa participação;
• delegar funções de “ajudante” ao líder informal da turma, para a gestão da indisciplina na sala de aula;
• separar os alunos que perturbam;
• repreender os alunos em particular e apenas quando tal atitude é efetivamente necessária;
• identificar os casos de alunos com problemas familiares (por exemplo, agressividade na família ou alimentação deficiente) e tentar contribuir para a resolução de tais situações;
• estabelecer contratos que identifiquem os comportamentos a corrigir pelos alunos, no sentido de os responsabilizar e de os levar a desenvolver uma “disciplina interior”.
Aliás, o desenvolvimento da autodisciplina deve ser o objetivo de qualquer estratégia para gerir a indisciplina dos alunos (ARENDS, 1995; ESTRELA, 1992).
JESUS, Saul Neves. "Estratégias para motivar os alunos". In: Educação, Porto Alegre, v. 31, n. 1, p. 21-29, jan./abr. 2008
Estratégias para motivar os alunos
ARTIGOS PEDAGÓGICOS 0Segundo Jesus (2008), o professor na sala de aula é um líder, pois procura influenciar os seus alunos para que estes se interessem pelas aulas, estejam atentos, participem, apresentem comportamentos adequados e obtenham bons resultados escolares.
Neste contexto, importa analisar que fatores podem permitir aos professores influenciar os seus alunos ou, no mesmo sentido, o que é que leva os alunos a deixarem- se influenciar pelo professor.
Seguindo as ideias de French e Raven (1967), podemos distinguir quatro grandes fatores de influência dos professores sobre os alunos: o reconhecimento do estatuto do professor pelos alunos; o reconhecimento pelos alunos da capacidade de recompensar ou de punir do professor, através das avaliações e das estratégias de gestão da indisciplina; o reconhecimento pelos alunos da competência do professor nos conhecimentos que este lhes pretende ensinar; o reconhecimento de certas qualidades pessoais e interpessoais no professor, apreciadas pelos alunos, desenvolvendo-se processos de identificação (JESUS, 1996b).
No passado, os alunos deixavam-se influenciar pelo professor por aceitarem pacificamente o seu estatuto, por o considerarem competente na área de conhecimentos que devia ensinar e também por lhe reconhecerem poder para recompensar ou punir através das avaliações e das estratégias de gestão da indisciplina, não sendo postas em causa as decisões tomadas pelo professor a este nível.
Atualmente, devido a múltiplos fatores (JESUS, 2002, 2003, 2007; LENS e JESUS, 1999), muitos alunos não se deixam influenciar pelo professor apenas devido ao fato de ser o “senhor doutor” ou “senhor professor” a sugerir, desvalorizam a escola como fonte de acesso ao saber ou conhecimento, colocando muitas vezes em dúvida a competência do professor, para além deste também ter vindo a perder poder no que diz respeito à capacidade de gestão da aprendizagem e da disciplina dos alunos. Assim, dos quatro fatores de influência distinguidos, aquele que parece ter maior importância na atualidade é a identificação do aluno com o professor. Isto é, o sucesso do professor junto dos alunos passa muito pelo reconhecimento de certas qualidades pessoais e relacionais.
No passado, os alunos tinham que se adaptar aos métodos dos professores, mas hoje, o professor deve procurar ir ao encontro dos interesses e da linguagem dos alunos, sendo flexível e dando o exemplo (um líder não pode funcionar segundo o princípio “faça o que eu digo e não o que eu faço”).
Para potencializar a criação de “laços” com os alunos e a motivação destes, os professores devem evitar o distanciamento, a “neutralidade afetiva” e o autoritarismo, devendo, ao contrário, fomentar uma “relação de agrado” (RIBEIRO, 1991), caracterizada pelo diálogo, pela negociação e pelo respeito mútuo.
Embora os professores tenham perdido poder nos últimos anos, dificultando a utilização de alguns fatores de influência sobre os alunos que no passado resultavam, continuam a possuir um instrumento fundamental para conseguirem criar laços de identificação com os alunos, influenciando-os: a linguagem utilizada na relação pedagógica,quer verbal, quer não verbal. Algumas das frases que o professor pode utilizar para uma “relação de agrado” são as seguintes: “devia estar orgulhoso dos seus resultados”, em vez de “estou orgulhoso de você” (no sentido de responsabilizar o aluno pelo seu comportamento, indo ao encontro da sua necessidade de auto-determinação); “está quase lá”, em vez de “está quase tudo errado” ou “você não faz nada da maneira certa” (no sentido de promover uma percepção de aperfeiçoamento pessoal e o esforço do aluno); “estejam à vontade para perguntar sempre que não compreenderem alguma explicação ou queiram apresentar algum comentário relevante”, em vez de “não me interrompam, se tiverem dúvidas perguntem no fim” (no sentido de promover a participação dos alunos e a compreensão e o acompanhamento das explicações do professor); “veja como hoje você se comportou bem”, em vez de “para brincar está sempre pronto” ou “tinha que ser você” (no sentido de evidenciar os comportamentos de disciplina dos alunos e não apenas os de indisciplina).
Especificamente, existem diversas estratégias que os professores podem utilizar para motivar os seus alunos para as tarefas escolares (ABREU, 1996; CARRASCO e BAIGNOL, 1993; JESUS, 1996B; LENS e DECRUYENAERE, 1991):
• manifestar-se entusiasmado pelas atividades realizadas com os alunos, constituindo um modelo ou exemplo de motivação para eles;
• clarificar, logo no início do ano letivo, o “porquê” da seqüência dos conteúdos programáticos da disciplina que leciona, levando os alunos a aperceberem-se da coerência interna entre as matérias, a aprender e a adquirirem uma perspectiva global dessas aprendizagens;
• explicitar o “para quê” das matérias do programa da disciplina que leciona, em termos da sua ligação à realidade fora da escola e da sua relevância para o futuro dos alunos;
• alargar a perspectiva temporal de futuro dos alunos, levando-os a valorizar certas metas para cujo alcance a escola constitui um meio ou instrumento, contribuindo para que eles não se limitem a uma atitude imediatista e consumista face às alternativas facultadas pela sociedade atual;
• salientar as vantagens que poderão advir para a vida futura dos alunos se estudarem, comparativamente às desvantagens se não estudarem, embora atualmente haja uma grande incerteza quanto às possibilidades de concretização dos projetos pessoais;
• procurar saber quais são os interesses dos alunos e o nome próprio de cada um deles;
• deixar os alunos participarem na escolha das matérias e tarefas escolares, sempre que possível;
• criar situações em que os alunos tenham um papel ativo na construção do seu próprio saber (de acordo com o provérbio “se ouço esqueço, se vejo lembro, se faço aprendo”);
• aproveitar as diferenças individuais na sala de aula, levando os alunos mais motivados, com mais conhecimentos ou que já compreenderam as explicações do professor a apresentarem os conteúdos aos outros alunos com mais dificuldades;
• incentivar diretamente a participação dos alunos menos participativos, através de “pequenas” responsabilidades que lhes possam permitir serem bem sucedidos;
• fomentar o desenvolvimento pessoal e social dos alunos, através de estratégias de trabalho autônomo e de trabalho de grupo;
• utilizar metodologias de ensino diversificadas e que tornem a explicação das matérias mais clara, compreensível e interessante para os alunos;
• estabelecer as relações entre as novas matérias e os conhecimentos anteriores;
• partir de situações ou acontecimentos da atualidade ou da realidade circundante para ensinar as matérias aos alunos;
• utilizar um ritmo de ensino adequado às capacidades e conhecimentos anteriores dos alunos, privilegiando a qualidade à quantidade de matérias expostas;
• criar situações de aprendizagem significativas para os alunos, contribuindo para uma retenção das aprendizagens a médio/longo prazo;
• evitar levar os alunos a estudar apenas na perspectiva do curto prazo porque vão ser avaliados sobre as matérias em causa;
• diminuir o significado ansiógeno dos testes de avaliação, contribuindo para o potencializar das qualidades dos alunos, para um maior empenhamento destes noutras tarefas escolares e uma menor ansiedade face às provas de avaliação;
• proporcionar vários momentos de avaliação formativa aos alunos, levando-os a sentirem satisfação por aquilo que já conseguiram aprender e motivação para aprenderem as matérias seguintes;
• reconhecer o progresso escolar dos alunos, comparando os seus conhecimentos atuais com os seus conhecimentos anteriores, levando-os a perceberem as melhorias ocorridas e a acreditar na possibilidade de ainda poderem melhorar mais os seus desempenhos se se esforçarem;
• reconhecer e evidenciar tanto quanto possível o esforço e a capacidade dos alunos, não salientando sobretudo os erros cometidos por estes;
• ter confiança e otimismo nas capacidades dos alunos para a realização das tarefas escolares, explicitando-o verbalmente;
• contribuir para que o aluno seja bem sucedido nas tarefas escolares, aumentando a sua auto-confiança, nível de excelência e “brio” na realização escolar;
• promover a realização de tarefas de um nível de dificuldade intermediário aos alunos, pois as tarefas demasiado fáceis ou demasiado difíceis não fomentam o envolvimento do aluno, nem a percepção de competência pessoal na sua realização;
• levar os alunos a atribuir os seus fracassos a causas instáveis (por exemplo, falta de esforço) e não a causas estáveis (por exemplo, falta de capacidade), de forma a que aumentem as expectativas de sucesso e o empenhamento em situações futuras;
• clarificar crenças inadequadas sobre os resultados escolares que os alunos possuam e que possam estar a contribuir para um menor esforço ou empenhamento nas atividades de estudo (por exemplo, “o professor não gosta de mim e, logo, não vou conseguir obter boa nota”);
• ajudar os alunos a aproveitarem o esforço dispendido nas tarefas de aprendizagem, através do desenvolvimento de competências de estudo, pois “mais vale estudar pouco e bem do que muito mas mal”.
JESUS, Saul Neves. "Estratégias para motivar os alunos" In: Educação. Porto Alegre, v. 31, n. 1, p. 21-29, jan./abr. 2008
Lembranças da Abertura do Ano Letivo 2010
EVENTOS 0Fomos brindados com uma motivadora palestra do Professor João Beauclair, que de forma brilhante, nos mostrou que nossos dias podem ser muito melhores se nos propomos a isso.
E de forma muito carinhosa, o Professor João manisfestou sua alegria em estar conosco criando um belíssima homenagem que se encontra no seguinte link: http://www.profjoaobeauclair.net/blog.php?idb=21360
Leiam, curtam, reflitam e sintam a homenagem maravilhosa que nos foi prestada.
Aproveitem também para ver algumas fotos do evento!
Um excelente início de ano e bom trabalho!
Dicas para a volta às aulas: promovendo a motivação de nossos alunos
ARTIGOS PEDAGÓGICOS 0Mais um ano letivo inicia-se e com ele, um “amontoado” de expectativas, incertezas, desafios e desejos...
Professores e alunos voltam à escola com gás total, querendo ensinar e aprender mais e mais...
Para os professores é momento de rever posturas e planejar...
Neste início, torna-se indispensável:
Conhecer a turma que irá assumir, analisando os registros de desenvolvimento dos alunos, feitos pelos professores dos anos anteriores;
Realizar avaliação diagnóstica dos alunos, para determinar o ponto de partida do processo de ensino-aprendizagem que será desenvolvido durante o ano letivo;
Propor o planejamento anual para a turma, partindo de seu diagnóstico inicial;
Ao analisar a avaliação diagnóstica e propor o planejamento anual, observar as metodologias, práticas pedagógicas e estratégias didáticas mais adequadas à turma;
Motivar os alunos para que a aprendizagem seja efetiva e significativa.
Zailda Coirano em seu blog http://questaodeclasse.wordpress.com/2009/01/02/como-motivar-seus-alunos/, dá algumas dicas de como motivar os alunos:
Leve músicas, violão, vídeos, jogos, torne a aula mais dinâmica e faça com que eles participem mais, tomando uma parte da responsabilidade do andamento das coisas em suas mãos.
Antes de começar uma matéria nova, dê uma introdução e peça a eles que pesquisem sobre o assunto, na aula seguinte faça perguntas e através delas construa sua aula.
Em vez de escrever as coisas na lousa, leve cartazes coloridos e com desenhos ou figuras, além de ficar mais interessante para eles, você poderá usá-los de novo com outras turmas, além de poupar o tempo que você gasta enchendo a lousa.
Em vez de praticar a matéria com folhas de testes para preencher, faça um jogo ou brincadeiras, há várias sugestões no blog Coelho da Cartola, que você pode usar da forma que estão, adaptar ou simplesmente usar como inspiração para criar as suas.
Dê tarefas criativas, nas quais o aluno coloque em prática aquilo que aprendeu, como entrevistas com membros da família e amigos, desenhos e gráficos. Dê trabalhos em grupo na classe e fora dela para promover a interação dos membros da classe, tornando o ambiente amigável e cooperativo.
Faça as coisas de maneiras diferentes, surpreenda seu aluno, para que ele nunca saiba como será sua aula.
Dificuldades de Aprendizagem: algumas dicas para identificá-las
ARTIGOS PEDAGÓGICOS 0Segundo Trisotto, as crianças com dificuldades de aprendizagem, não têm uma inteligência inferior, elas podem demonstrar suas habilidades em muitas áreas.
O professor atento a esta questão, pode identificar essas potencialidades com atividades diferenciadas, mas infelizmente, muitas escolas não têm oferecido esta oportunidade a nossas crianças.
Trisotto apresenta em seu texto “Dificuldades de Aprendizagem: apontamentos para uma discussão”, algumas dicas para que os professores possam reconhecer alguns sintomas das principais alterações em áreas como: atenção, percepção visual, processamento da linguagem ou coordenação muscular.
O professor ao reconhecer alguns desses sintomas deve levar o fato ao conhecimento de toda equipe pedagógica da escola, para que assim, possam juntos determinar os encaminhamentos que serão dados a partir daí, como por exemplo, comunicar à família o que foi observado e sugerir a busca de ajuda profissional especializada.
LISTA DE VERIFICAÇÃO DE SINTOMAS DE TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇAO HIPERATIVIDADE
Os déficits de atenção ocorrem com ou sem hiperatividade. Exitem também crianças que são primeiramente hiperativas e impulsivas e têm menos problemas de atenção. De acordo com o manual mais usado pelos profissionais para identificação do TDificuldades de AprendizagemH, seis ou mais sintomas de qualquer das listas a seguir sugerem a presença do transtorno:
Desatenção:
• com freqüência deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras;
• com freqüência, tem dificuldades em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;
• com freqüência parece não escutar, quando lhe dirigem a palavra;
• com freqüência, não segue instruções e não termina os deveres escolares e tarefas domésticas;
• com freqüência tem dificuldades para organizar tarefas e atividades;
• com freqüência, reluta em envolver-se em tarefas ou atividades ou evita-as (por exemplo tarefas escolar ou deveres de casa);
• com freqüência, perde coisas (como brinquedos, tarefas de casa, livros, lápis);
• distrai-se facilmente com visões e sons irrelevantes;
• com freqüência, apresenta esquecimento em tarefas diárias;
Hiperatividade e Impulsividade:
• com freqüência, retorce as mãos e os pés, remexendo-se na cadeira;
• com freqüência, deixa a cadeira na sala de aula ou em outras situações nas quais se espera que permaneça sentado (como mesa de jantar);
• corre e sob demasiadamente nos objetos em situações nas quais isso é impróprio;
• tem grande dificuldade em brincar em silêncio;
• com freqüência, está “ a mil” ou age como se “impulsionada por um motor”;
• fala excessivamente;
• com freqüência, dá respostas precipitadas antes de as questões terem sido completadas;
• com freqüência, tem dificuldade de esperar sua vez;
• com freqüência, interrompe ou intromete-se nos assuntos de outros (intromete-se em conversas e brincadeiras).
Adaptado de Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4ª ed. 1994. Washington, DC. American psychiatric Association.
Fonte: SMITH & STRICK, 2001, p. 39.
LISTA DE VERIFICAÇÃO DE SINTOMAS PARA DEFICIÊNCIA DA PERCEPÇÃO VISUAL
É normal que as crianças exibam alguns dos sintomas desta lista. Uma Da pode ser possível, se muitos desses comportamentos estiverem presentes e se persistirem além da idade na qual esses erros são típicos:
Escrita:
• antipatiza com a escrita e evita aprende-la;
• atrasos na aprendizagem da escrita;
• os trabalhos escolares são sujos e incompletos; muitas rasuras e apagamentos;
• dificuldade para recordar as formas das letras e dos números;
• freqüentes inversões de letras e números;
• espaçamento desigual entre letras e números;
• omissão de letras das palavras e de palavras das sentenças;
• cópia imprecisa;
• fraca ortografia (escreve foneticamente);
• não consegue localizar erros no seu próprio trabalho;
• dificuldade em preparar esboços gerais e organizar o trabalho escrito.
Leitura:
• confunde letras de aparência similar (b e d, p e q);
• dificuldade para reconhecer e recordar palavras que vê (mas pode pronunciá-las foneticamente);
• com freqüência, perde-se durante a leitura;
• confunde palavras de aparência similar (preto e perto);
• inverte palavras (lê mala por lama);
• tem problemas para encontrar letras em palavras ou palavras em sentenças;
• fraca memória para palavra impressa 9também para seqüência de números, diagramas, ilustrações, etc.);
• fraca compreensão das idéias principais e dos temas;
• dificuldade com conceitos matemáticos de nível superior.
Matemática:
• fraco alinhamento de problemas resulta em erros de cálculo;
• dificuldade para memorização de fatos da matemática, tabelas de multiplicação, fórmulas e equações;
• problemas para interpretar gráficos, diagramas e tabelas.
Problemas relacionados:
• confunde esquerda e direita;
• tem dificuldades para estimar a hora, para ser pontual;
• fraco senso de direção, demora para aprender o caminho correto em local novo;
• dificuldade para julgar velocidade e distância (interfere em muitos jogos; pode ser um problema ao dirigir um veículo);
• tem dificuldade para “chegar ao ponto”; perde-se em detalhes;
• não capta o humor e os sentimentos de outras pessoas (freqüentemente, acaba dizendo as coisas erradas no momento errado);
• fraco planejamento e habilidade de organização;
• freqüentemente perde as coisas; não consegue localizar objetos “bem à sua frente”;
• antipatia por quebra-cabeças, labirintos ou outras atividades com um forte elemento visual;
• dificuldade para perceber estratégias que garantam o sucesso em jogos (pode não compreender o objetivo).
Fonte: Dificuldades de Aprendizagem de A a Z, SMITH e STRICH, 2001, p.43
LISTA DE VERIFICAÇÃO DE SINTOMAS PARA DEFICIÊNCIA DE PROCESSAMENTO DA LINGUAGEM
É normal as crianças exibirem alguns comportamentos desta lista. Contudo, um padrão persistente de muitos desses pode indicar uma dificuldade de aprendizagem.
Compreensão da fala e da linguagem:
• atraso para aprender a falar;
• não modula o tom de voz apropriadamente; fala em tom monótono ou muito alto;
• tem problemas para citar nomes de objetos e pessoas;
• utiliza uma linguagem vaga e imprecisa; possui um vocabulário pequeno;
• a fala é lenta ou sofre interrupções, usa mecanismos de “adiamento” verbal (“ah”, “hmm”, “você sabe”, “né”);
• usa uma gramática pobre;
• com freqüência pronuncia mal as palavras;
• confunde palavras com sons similares (como “frustrar” e “flutuar”, pode produzir híbridos, como “flustrar”);
• com freqüência, usa gestos com as mãos ou a linguagem corporal para ajudar a transmitir a mensagem;
• evita falar (especialmente na frente de estranhos, figuras representativas de autoridade ou grupos);
• é insensível a rimas;
• demonstra pouco interesse por livros ou histórias;
• não responde apropriadamente a questões (responde “segunda-feira” , quando lhe perguntam “Onde você estudou?”);
• com freqüência, não compreende ou não recorda instruções.
Leitura
• atrasos significativos para aprender a ler;
• dificuldade na citação de nomes e letras;
• problemas para associar letras e sons, discriminar os sons nas palavras, mesclar sons para formar palavras;
• dificuldade para analisar seqüências de sons; erros freqüentes de seqüência (como ler “sabe” como “base”);
• tenta “adivinhar” palavras estranhas, ao invés de usar habilidades de análise da palavra;
• lê muito lentamente, a leitura oral deteriora-se após algumas sentenças (devido ao declínio na capacidade para recuperar rapidamente sons na memória);
• a compreensão para o que está sendo lido é consistentemente fraca ou deteriora-se quando as sentenças se tornam mais longas e mais complexas;
• fraca retenção de novas palavras no vocabulário;
• antipatiza com leitura, evitando-a.
Escrita:
• as tarefas escritas são curtas e incompletas, freqüentemente, caracterizadas por sentenças breves, vocabulário limitado;
• persistem problemas com a gramática;
• erros bizarros de ortografia (não fonéticos); o estudante pode ser incapaz de decifrar a própria escrita;
• idéias nas tarefas escritas são mal-organizadas, não-ligicamente apresentadas;
• pouco desenvolvimento do tema; os estudantes estão mais propensos a escrever listas rápidas de pontos ou eventos do que oferecer detalhes ou desenvolver idéias, personagens ou trama;
• em testes é mais bem-sucedido em testes de múltipla escolha do que em ensaios ou preenchimento de espaços em branco.
Matemática:
• resposta lenta durante exercícios de matemática devido a problemas com recuperação de números da memória;
• dificuldade com problemas por extenso devido à fraca compreensão da linguagem;
• problemas com matemática de nível superior, devido a dificuldade com analise e raciocínio lógico.
Problemas relacionados:
• “faz uma salada” de mensagens telefônicas, entende mal o que é ouvido no rádio ou na TV;
• dificuldade com raciocínio verbal; pode entender todas as palavras no provérbio “Pedra que rola não cria limo”, mas ser incapaz de explicar o que isso significa; pode considerar difícil extrair conclusões lógicas;
• problemas para entender trocadilhos e piadas; pode não detectar gozações;
• dificuldade para fazer comparações e classificar objetos e idéias;
• dificuldade para recordar informações ou produzir fatos ou idéias, quando solicitado;
• dificuldade para apresentar uma história ou instrução em uma ordem lógica;
• tipos de problemas encontradas na aprendizagem da língua materna tendem a ser repetidos ao estudar uma língua estrangeira;
• dificuldade para iniciar ou manter uma conversa.
Fonte:Dificuldades de Aprendizagem de A a Z, SMITH e STRICH, 2001 p.49-50
LISTA DE VERIFICAÇÃO DE SINTOMAS PARA DEFICIENCIA MOTORA FINA
Não raro, as crianças pequenas exibem muitos comportamentos desta lista. Porém, se os sintomas persistem ao longo das séries escolares, uma deficiência pode ser responsável:
Em casa:
• parece desajeitado e atrapalhado; com freqüência, deixa cair ou derramar as coisas, derruba os objetos;
• tem dificuldades para pegar e usar pequenos objetos, como peças de quebra-cabeças ou blocos de construções;
• tem problemas com botões, presilhas e zíperes ao vestir-se; considera muito difícil atar os sapatos;
• não tem sucesso com jogos e atividades que envolvem habilidades das mãos (“cama de gato”, lições de piano, basquete);
• apresenta fraca capacidade para colorir; não consegue manter-se dentro dos contornos do desenho;
• trabalhos de arte parecem imaturos para a idade (desenhos criados a partir da imaginação geralmente são melhores que esforços para copiar desenhos);
• dificuldade com o uso de tesouras;
• desajeitado ao segurar o lápis (pode segurá-lo de modo muito apertado ou muito frouxo);
• atrasos para aprender a escrever; a escrita é grande e imatura, as letras e os números são malformados;
• pode estar atrasado na aprendizagem da fala ou ter problemas de articulação.
Na escola:
• fraca caligrafia (desleixado, ilegível, pouco espaçamento, tamanho irregular das letras, nenhum estilo consistente, escapamento das linhas no papel);
• os papeis são descuidados (rasgados e amassados, com muitas rasuras, manchas e apagamentos incompletos);
• lentidão acentuada, esforço excepcional e frustração notados durante as tarefas escritas;
• antipatiza com atividades de escrever ou desenhar, evitando-as;
• os esforços de escrita são curtos e, com freqüência, incompletos;
• o conteúdo/estilo das tarefas escritas é fraco (seu foco primário está sobre a obtenção de legibilidade);
• os erros de cálculo são comuns, devido a numerais ilegíveis, amontoados e pouco alinhados;
• em casos graves, dificuldades para aprender habilidades com o teclado.
Fonte:Dificuldades de Aprendizagem de A a Z, SMITH e STRICH, 2001 p.59
TRISOTTO, Rejane Maria de Almeida. “Dificuldades de Aprendizagem: apontamentos para uma discussão”. Disponível online in: http://64.233.163.132/search?q=cache:SREDRXSKz6YJ:www.isal.com.br/site/script/_artmono/srcdownload.asp%3Farquivo%3DArtigo%2520Professora%2520Rejane%2520-%2520DA.doc+dificuldades+de+aprendizagem+apontamentos+para+uma+discussao&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk, acessado em 26 de outubro de 2009.
Mais uma sugestão legal
DICAS DE SITES E BLOGS 0No endereço eletrônico abaixo, vocês encontrarão uma infinidade de links com muitos jogos de alfabetização, matemática, educação inclusiva, caça-palavras, cruzadinhas, forcas e muito mais. Confiram!!!
http://www.pmf.sc.gov.br/ebmantoniopaschoal/ambientes/si/sites_interessantes.html
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