segunda-feira, 17 de outubro de 2011

15 de outubro: Dia do(a) Professor(a)

Como surgiu o Dia do Professor?

"Tudo começou com um decreto imperial, de 15 de outubro de 1827, que trata da primeira Lei Geral relativa ao Ensino Elementar. Este decreto, outorgado por Dom Pedro I, veio a se tornar um marco na educação imperial, de tal modo que passou a ser a principal referência para os docentes do primário e ginásio nas províncias. A Lei tratou dos mais diversos assuntos como descentralização do ensino, remuneração dos professores e mestras, ensino mútuo, currículo mínimo, admissão de professores e escolas das meninas.

A primeira contribuição da Lei de 15 de outubro de 1827 foi a de determinar, no seu artigo 1º, que as Escolas de Primeiras Letras (hoje, ensino fundamental) deveriam ensinar, para os meninos, a leitura, a escrita, as quatro operações de cálculo e as noções mais gerais de geometria prática. Às meninas, sem qualquer embasamento pedagógico, estavam excluídas as noções de geometria. Aprenderiam, sim, as prendas (costurar, bordar, cozinhar etc) para a economia doméstica.

Se compararmos a lei geral do período imperial com a nossa atual lei geral da educação republicana, a Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), persegue ainda ideais imperiais, ao estabelecer, entre os fins do ensino fundamental, a tarefa de desenvolver a “capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo”. Portanto, mais de um sesquicentenário da lei, perseguimos os meus objetivos da educação imperial.

A Lei de 15 de novembro também inovou no processo de descentralização do ensino ao mandar criar escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império. Hoje, além da descentralização do ensino, para maior cobertura de matrícula do ensino fundamental, obrigatório e gratuito, o poder público assegura, por imperativo constitucional, sua oferta gratuita, inclusive, para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria (Inciso I, artigo 208, Constituição Federal)." (Vicente Martins)

Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

Desde então, pouca coisa mudou...

Hoje, o professor sofre com a má remuneração, com a falta de valorização e prestígio, entre tantos outros fatores sociais e culturais que emperram a sua realização profissional.

Moacir Gadotti, em seu livro "Boniteza de um sonho: Ensinar-e-aprender com sentido" (disponí­vel online no site do Instituto Paulo Freire) diz que:

"O que é ser professor hoje? Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crí­tica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros "amantes da sabedoria", os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber – não o dado, a informação, o puro conhecimento – porque constróem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindí­veis."

Este profissional merece todo nosso carinho, respeito e reconhecimento.

Feliz Dia do Professor!!

Fontes de pesquisa:

Martins, Vicente. "Como surgiu o dia do Professor?"(disponível em http://www.psicopedagogia.com.br

http://miriamsalles.info/wp/?p=136

http://www.portaldafamilia.org/datas/professor/diaprof.shtml


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sequências Didáticas e Estratégias de Leitura

Sequências didáticas são sequências de atividades destinadas a promover ensino-aprendizagem, tendo como objetivo principal a compreensão e uma aprendizagem significativa. Elas podem ser aplicadas em todos os níveis de ensino e etapas do processo de ensino-aprendizagem (levantamento de conhecimentos prévios, apresentação, contextualização, análise, discussão em torno de problemas e soluções possíveis e, finalmente, sistematização).

As sequências didáticas apresentam-se como um modelo organizativo da prática pedagógica que tem como objetivo promover o processo de ensino-aprendizagem.

Delia Lerner apresenta três modelos organizativos para o planejamento do professor: atividades permanentes, sequências didáticas e projetos didáticos. Para Lerner, “planejar dessa forma ajuda a pensar o progresso dos alunos e favorece a retomada consciente de conteúdos durante a vida escolar.

Para Zabala (1998, p.18) sequências didáticas são “um conjunto de atividades ordenadas, estruturadas e articuladas para a realização de certos objetivos educacionais, que têm um princípio e um fim conhecidos tanto pelos professores como pelos alunos.

Sob a perspectiva pedagógica da sequência didática, o professor pode planejar atividades que contemplem o objetivo de ensino-aprendizagem proposto , de acordo com os seguintes conceitos:

introduzir: levar os alunos a se familiarizarem com conteúdos e conhecimentos;

retomar: quando se tratar de conceitos ou capacidades já dominados ou
consolidados em período anterior;

trabalhar: para favorecer o desenvolvimento pelos alunos;

consolidar: sedimentando os avanços em seus conhecimentos e capacidades.

O professor ao trabalhar com a leitura deve refletir sobre os procedimentos didáticos e aspectos instrucionais que devem ser adotados junto aos alunos para mediar o desenvolvimento das habilidades necessárias a compreensão leitora dos mesmos.

O planejamento alicerçado sobre sequências didáticas favorece ao professor, a realização de um trabalho que atenda aos vários perfis de alunos e suas diferentes necessidades educativas.

Scheneuly e Dozl (2004) utilizam o termo sequência didática para se referirem a um conjunto de atividades escolares organizado de maneira sistemática em torno de um gênero textual oral e/ou escrito. Dessa forma, percebe-se que o próprio conceito traz em si, o princípio da sistematização da atividade pedagógica.

Para Moura, Martins e Caxangá, no ensino da leitura, o professor deve atuar como um mediador. Nesse modelo, o trabalho com a leitura é considerado como uma prática social e pressupõe o desenvolvimento de capacidades no leitor que o possibilite a interagir com diferentes genêros textuais, pertencentes a múltiplos domínios discursivos e que o torne capaz de usar a leitura como instrumento para continuar aprendendo.

Nessa concepção, a interação entre o aluno e o professor, no momento da leitura é crucial, porque é essa ação que permite ao aluno entender não só as informações explícitas na superfície do texto, mas também o implícito.

É importante que o professor tenha a leitura tutorial como prática presente em seu dia-a-dia, neste tipo de leitura, o professor assume a condição de mediador fazendo as intervenções necessárias para que o aluno atinja a compreensão leitora.

Assumir a leitura como uma atividade em que alunos e professores passam a ser sujeitos ativos e colaborativos, implica novos procedimentos e comportamentos:

1. Compreensão da leitura enquanto prática social;

2. Concepção da linguagem enquanto processo de interação;

3. O gênero textual e sua finalidade:

Como procedimento de mediação da leitura dos diversos gêneros textuais, o professor necessitará fazer a exploração das dimensões presentes no texto: o cotexto, o contexto, o infratexto e o intertexto.

O cotexto compreende os elementos linguísticos e a estrutura que definem a materialidade do próprio texto. É essa dimensão que caracteriza as escolhas gramaticais e lexicais que remete o leitor a compreensão das intenções do autor. O contexto, segundo Koch, “é um conjunto de suposições, baseadas nos saberes dos interlocutores, mobilizadas para a interpretação de um texto”. Para que haja compreensão do texto, é necessário que autor e leitor compartilhem, pelos menos parcialmente, conhecimentos, tais como: enciclopédico, sociointeracional, textual, entre outros. Já o infratexto diz respeito ao processo de inferência, que, segundo Marcuschi (2008) corresponde a geração semântica de novas informações a partir daquelas que já possuímos em um dado contexto. A noção de inferência é fundamental na compreensão leitora, considerando que ela permite ao leitor ampliar o seu conhecimento sobre o objeto de leitura de que trata o texto. O intertexto corresponde ao pressuposto de que todo texto é resultado de confluência de outros textos.

4. Estratégias sociocognitivas (estratégias que o sujeito mobiliza, no ato da leitura, para processamento textual, que envolvem três sistemas de conheciementos: o linguístico, o enciclopédico e o interacional);

5. Organização didática;

6. Estratégias de leitura;

7. Estratégias metacognitivas (c0nhecimento que o sujeito tem sobre seu próprio conhecimento);

8. Estratégias de mediação.

Sequência Didática Aplicada à Leitura

O cotexto

· Antes de iniciar a leitura do texto, é importante que o professor oriente o aluno a fazer uma leitura silenciosa para avaliar o nível de dificuldade do texto. Em seguida discuta a técnica de leitura adequada ao objetivo do texto: sublinhar as informações importantes, anotar as palavras desconhecidas.

Ajudar o aluno a:

· Reconhecer o gênero do texto, a organização estrutural do texto, para que ele aprenda a perceber o objetivo da leitura;

· Identificar o objetivo da leitura e a persegui-lo durante a leitura;

· Acionar os conhecimentos prévios; enciclopédicos, conhecimento lingüístico, conhecimento interacional, por meio de perguntas direcionadas estabelecendo previsões sobre o texto; explorando o tema, a área abrangente;

· Localizar informações explícitas no texto e a inferir o sentido de uma palavra ou expressão;

· Expor o que já sabe sobre o tema

· Prestar atenção a determinados aspectos do texto que podem ativar seu conhecimento prévio;

· Levantar hipóteses sobre alguns aspectos do texto;

· Perceber as relações de hierarquia das informações nos parágrafos: ideias central e secundárias;

· Perceber a linearidade do texto; a progressão das informações e da distribuição nos parágrafos e a identificar dos elementos gramaticais que colaboram na construção da progressão do texto;

· Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por sequencializadores.

· Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato;

· Utilizar os recursos multimodais apresentados no texto (tabelas, gráficos, figuras etc) como elementos que ajudam na construção de sentido do texto.

· Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações;

· Identificar as marcas lingüísticas que evidenciam o locutor e interlocutor de um texto.

· Desenvolver determinadas habilidades necessárias à compreensão leitora, dentre elas: a relação, a analogia, a síntese, classificação, a ordenação hierárquica, a descoberta da coerência global do texto, a comparação e a avaliação;

· Buscar as relações existentes nas informações presentes no texto: principalmente as de causa e consequência.

· Avaliar o seu nível de metacognição, identificando as informações novas aprendidas com a leitura do texto.

O contexto

Ajudar o aluno a:

· Perceber a função social do texto;

· Reconhecer autor, a intenção, o interlocutor, o suporte, a situação de produção (época, local, fatos relacionados)

· Estabelecer uma relação de sentidos entre o texto e a experiência (universo comunicacional do aluno) procurando torná-lo mais real possível

· Fazer a relação entre as informações do texto e o conhecimento já consolidado (o texto e a experiência)

· Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e que será recebido;

O infratexto

Ajudar o aluno a:

· Perceber o implícito no texto, acionando os conhecimentos culturais para que ele perceba a diferença entre real e ficcional;

· Relacionar o conteúdo do texto com sua realidade;

· Fazer as inferências a partir das pistas oferecidas pelo autor: as analogias que se pode fazer.

O intertexto

Ajudar o aluno a:

· Buscar outros textos que tratam sobre o mesmo tema;

· Perceber diferentes formas da intertextualidade: elementos no texto que remetem a outros textos;

· Analisar paráfrases e paródias em diferentes situações;

O registro da leitura

Ajudar o aluno a:

· Retomar as aprendizagens construídas a partir da leitura do texto de modo a ampliar sua visão de mundo

· Retomar de forma sintética as informações contidas no texto, para que o aluno reelabore o texto sem que se sinta incapaz de fazê-lo.

· Sistematizar em forma de resumo as informações principais do texto, para que ele desenvolva as habilidades de compreender, distinguir, hierarquizar, questionar, descobrir a estrutura textual e outras, além da capacidade de organização da escrita. Esse momento gera também a oportunidade de refletir sobre a leitura realizada. Pode ocorrer através das seguintes possibilidades: atividades orientadas para a compreensão do texto (perguntas); resumo do texto; mapa conceitual.


BIBLIOGRAFIA:

Brasília, Secretaria de Educação Básica/ MEC. Proletramento.

MOURA, Ana Aparecida Vieira de. MARTINS, Luzineth Rodrigues. CAXANGÁ, Maria do Rosário Rocha. "A sequência didática aplicada à leitura: os explícitos, os implícitos e a mediação do professor." Disponível em: http://leituras.literaturas.pro.br/index.jsp?conteudo=406


http://atelierdeducadores.blogspot.com/2010/12/sequencias-didaticas.html#ixzz1LbAm2Jwz

ZABALA, Antoni. A prática educativa. Tradução: Ernani F. da F. Rosa. Porto Alegre: ArtMed, 1998.





sexta-feira, 20 de maio de 2011

20 de maio: Dia do (a) Pedagogo (a)




Ser Pedagogo...

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista
não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de ideias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.
Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.

Ser Pedagogo por Vanessa B. de Carvalho

Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/education/1676176-ser-pedagogo/#ixzz1MuWPL5pr


Homenagem do DAP aos (às) Pedagogos (as) da Rede Municipal de Ensino de Caeté.

sexta-feira, 18 de março de 2011

PROVINHA BRASIL 2011

Neste ano, teremos novidades na aplicação da Provinha Brasil.

A Prova Brasil proposta pelo INEP, acontece desde 2008, em duas fases (diagnóstica inicial e final) e avalia as habilidades dos alunos do 2° ano de escolarização em Alfabetização e Letramento.

Em 2011, além, das avaliações de Alfabetização e Letramento, já aplicadas todos os anos nos meses de março-abril e novembro, serão também avaliadas as habilidades da Alfabetização Matemática.

O INEP já divulgou em seu site as matrizes com os descritores para as avaliações de Alfabetização e Letramento (que acontece neste mês de março) e de Alfabetização Matemática (prevista para o mês de agosto).

quinta-feira, 17 de março de 2011

Encontro do 3° Ano do Ciclo A


Na última quinta-feira, 11 de março, o DAP promoveu um encontro com as professoras do 3° Ano do Ciclo A e professoras recuperadoras. O objetivo deste encontro foi promover o estudo e análise do PROALFA - Programa de Avaliação da Alfabetização - a socialização de conhecimentos e saberes contruídos na prática diária e a troca de experiências entre as professoras que atuam com turmas do 3° A. Durante o encontro, foi discutida a importância desta avaliação como estratégia para busca da melhoria da qualidade da educação e como a análise de seus resultados podem proporcionar um direcionamento da prática pedagógica para a consolidação do processo de alfabetização e letramento de nossos alunos do último ano do Ciclo A. Foram apresentadas várias sugestões práticas que podem nortear o trabalho do professor, proporcionando aos alunos, um aprendizado significativo e atraente. Todas as atividades sugeridas trabalham vários dos descritores propostos na Matriz de Avaliação do PROALFA, que deve ser utilizada como um instrumento de direcionamento do planejamento do professor:


As atividades propostas foram: 1. Sequência didática com a parlenda "A casinha da vovó"

São 10 atividades desenvolvidas a partir da parlenda "A Casinha da Vovó". Cada grupo de atividades aborda uma capacidade diferente. Acompanhe a sequência e mãos a obra.

Para iniciar um trabalho com a parlenda, você deverá seguir alguns passos importantes:

- Confecção de Cartazes:

• Confeccionar cartazes com a parlenda escrita em letra de imprensa maiúscula;

• Cartazes com a parlenda escrita em letra de imprensa minúscula;

• Cartazes com a parlenda escrita em letra cursiva;

• Fazer um cartaz onde algumas palavras da parlenda possam ser substituídas por desenhos.

- Criação de Fichas:

• Criar fichas com as palavras da parlenda (em letra imprensa maiúscula, minúscula e letra cursiva);

• Fichas com as frases da parlenda escritas sem espaçamento, ou seja, emendadas;

• Fichas com os desenhos que representam as palavras da parlenda ;

• Fichas com palavras divididas em sílabas.

PARLENDA

A CASINHA DA VOVÓ

CERCADINHA DE CIPÓ.

O CAFÉ ESTÁ DEMORANDO

COM CERTEZA NÃO TEM PÓ.

ATIVIDADE 1:

Capacidades: Localizar informações explícitas no texto; Identificação do gênero e do suporte na compreensão de textos.

• Organize a sala para a leitura do texto (pode ser em círculo, em U ou como preferir, deixando os alunos à vontade). Utilizar também o cartaz ou o quadro mesmo.

• Informar o gênero, explicando o conceito de parlenda e que está escrita em um cartaz (suporte).

• Mostre o 1º cartaz da parlenda escrita com letra de imprensa maiúscula.

• Leia a parlenda pausadamente, passando o dedo sobre as palavras.

• Repita a leitura até que os alunos se familiarizem com as palavras e consigam repeti-las sozinhos.

• Peça que os alunos leiam a quadrinha, vá passando o dedo em cima das palavras e mostrando que a leitura se faz da esquerda para a direita e de cima para baixo.

• Peça que cada aluno também leia a parlenda individualmente com suas orientações como na leitura coletiva (do cartaz ou do quadro ou entregar o texto).

• Faça a exploração oral da parlenda com questões de compreensão:

A) De quem é a casinha?

B) Como é a casinha?

C) Por que o café está demorando?

Estas sugestões podem ser alteradas de acordo com o nível de desenvolvimento da turma desde que seja mantida a proposta da capacidade sugerida.

Estas atividades devem ser trabalhadas de acordo com a sequência proposta para que o aprendizado aconteça. Ela deve ser trabalhada principalmente com alunos que apresentam dificuldades de aprendizado e compreensão da língua escrita. A última atividade a ser postada será uma proposta de avaliação para verificar o aprendizado. Acompanhe!

Ressalto que as atividades 2, 3 e 4 ser referem às mesmas capacidades.

Capacidades: Conhecer o alfabeto e diferenciar letras de outros sinais gráficos; Direcionamento e alinhamento da escrita.

ATIVIDADE 2

  • Mostre o 1º cartaz da parlenda e leia-o com os alunos.
  • Peça que os alunos identifiquem a primeira e última palavra da parlenda, colorindo-as de vermelho e azul.
  • Em seguida, peça pra que os alunos copiem a parlenda.
  • Circule na parlenda a palavra CASINHA.
  • Desenhe a casinha da vovó.

ATIVIDADE 3

  • Distribua o texto (parlenda) para cada aluno e peça que eles coloram de lápis verde os espaços em branco, levando-os a perceber que em cada espaço temos uma nova palavra.
  • Peça que eles contem o número de palavras encontradas na 1º linha da parlenda, em seguida repita a atividade com as demais linhas.
  • Mostre que existem palavras com poucas letras ( A, da, de, o, com, pó) ressaltando que elas são palavras.
  • Peça para eles circularem de lápis vermelho a palavra CASINHA na parlenda e que contem o número de letras dessa palavra.

A) Quantas letras tem?

B) Qual é a letra inicial?

C) Qual é a letra final?

  • Em seguida, peça que eles circulem de azul as palavras com 2 letras, de verde as palavras com 3 letras e de amarelo as palavras com 4 letras e de rosa as palavras com 7 ou mais letras.
  • Pergunte aos alunos se nessa parlenda aparece alguma palavra repetida, se aparecer, peça que eles sublinhem elas.

ATIVIDADE 4

  • Disponibilize o alfabeto móvel com várias letras para os alunos e peça que eles montem a palavra Casinha.

Agora, peça que vejam a figura da casa e depois organize as letras para formar o nome da figura (registro no caderno):

  • Agora organize os alunos em grupos e disponha fichas com as frases emendadas da parlenda e fichas com as palavras da parlenda e peça que os alunos as organize-as de maneira correta. Ex.: (Acasinhadavovó / cercadinhadecipó). Não se esqueça de pedir que os alunos registrem no caderno.
  • Para a atividade anterior utilize as fichas com letras de imprensa maiúscula, como no 1º cartaz.

Capacidades: Conhecer o alfabeto e diferenciar letras de outros sinais gráficos; Direcionamento e alinhamento da escrita.

Atividade 5

  • Peça para que os alunos completem o quadro a seguir:

PALAVRA

No DE LETRAS

A


CASINHA


DA


VOVÓ


CERCADINHA


DE


CIPÓ


O


CAFÉ


ESTÁ


DEMORANDO


COM


CERTEZA


NÃO


TEM



  • Agora, disponibilize jornais e revistas para que os alunos encontrem, recortem e colem palavras com 2, 3, 4, 6 ou mais letras (uma palavra de cada).

ATIVIDADE 6

  • Apresente o 2º cartaz (com desenhos no lugar de palavras).
  • Peça que os alunos comparem o 1º cartaz (letra de imprensa maiúscula) com o 2º (desenhos).
  • Peça que os alunos observem os dois cartazes e expliquem as diferenças do 1º com o 2º cartaz.
  • Aponte cada desenho e peça que os alunos digam seu nome do desenho.
  • Em seguida, disponha as fichas e peça que eles procurem as palavras correspondentes aos desenhos.

Capacidades: Conhecer o alfabeto e diferenciar letras de outros sinais gráficos; Direcionamento e alinhamento da escrita.

ATIVIDADE 7

  • Disponibilize o alfabeto disposto em um cartaz e em ordem (de preferência que seja na altura dos olhos dos alunos, escrito em cor vermelho, letra de imprensa maiúscula e não coloque desenhos para representar letras, pois não é recomendável).
  • Ofereça o alfabeto impresso em folha pra cada aluno e um alfabeto móvel.
  • Apresente letra por letra (não precisa ser em ordem alfabética) e teste os conhecimentos prévios de seus alunos.
  • Aponte no cartaz a letra e diga seu nome, depois peça que os alunos identifique-a em seu alfabeto móvel e repita seu nome.
  • Diga uma letra, sem utilizar o cartaz e peça que os alunos identifique-a no alfabeto móvel, depois repita a atividade com cada aluno.
  • Apontar as letras: C S N HC D N H R T P F S A I.
  • Em seguida, ditar novamente cada letra até formar a palavra e perguntar: “Qual palavra da parlenda formamos?”


CASINHA

  • Peça para que os alunos identifiquem na parlenda todas as palavras que iniciam com a letra “C”, colorindo-as de verde ou que tenham a letra “C” no meio da palavra, colorindo-as de azul.
  • Utilize o 2º cartaz e peça para que os alunos escrevam as palavras referentes aos desenhos da parlenda, utilizando o alfabeto móvel.

Disponibilize jornais e revistas para que eles encontrem, recortem e colem palavras com a letra “C” no início.

ATIVIDADE 8
• Apresente aos alunos o 3º cartaz (letra de imprensa minúscula) e compare-o com o 1º cartaz, fazendo perguntas aos alunos, identificando as diferenças entre eles ( mostre que livros, jornais, revistas são escritos com este tipo de letra).
• Disponibilize o alfabeto disposto em um cartaz e em ordem (de preferência que seja na altura dos olhos dos alunos, escrito em cor vermelho, letra de imprensa minúscula e não coloque desenhos para representar letras, pois não é recomendável).
• Ofereça o alfabeto impresso em folha pra cada aluno e um alfabeto móvel.
• Apresente letra por letra e teste os conhecimentos prévios de seus alunos.
• Aponte no cartaz a letra e diga seu nome, depois peça que os alunos identifique-a em seu alfabeto móvel e repita seu nome.
• Diga uma letra, sem utilizar o cartaz e peça que os alunos identifiquem no alfabeto móvel, depois repita a atividade com cada aluno.
• Distribua fichinhas com as palavras da parlenda escritas de letras diferentes (imprensa maiúscula e imprensa minúscula), em seguida peça que eles formem os pares (tipo Jogo da Memória) e peça que copiem no caderno.

ATIVIDADE 9
• Apresente o 4º cartaz (letra cursiva) e repita os procedimentos da atividade 8 acima.
• Mostre que usamos letras cursivas maiúsculas para início de frases e as demais, minúsculas.
• Sugestões de atividades: “Jogo da Memória”, “Bingo de Letras e Palavras”, “Dominó de Diferentes tipos de Letras”.

Capacidades: Reconhecer unidades fonológicas como sílabas, rimas, terminações de palavras; Aquisição de consciência de palavras, consciência silábica e consciência fonológica: grafema-fonema.

ATIVIDADE 10
• Utilize novamente o cartaz da parlenda.
• Escolher uma palavra da parlenda.
• Fale-a pausadamente, silabando e pergunte aos alunos: Quantos pedacinhos tem essa palavra? Quantas vezes abrimos a boca pra falar? Bata palmas para cada sílaba, explicando aos alunos que sílaba e pedaço são a mesma coisa.
• Repita o mesmo procedimento com cada palavra da parlenda (utilize as fichas com as palavras).
• Distribua a parlenda novamente e peça que cada aluno: colora de vermelho as palavras com 1 sílaba, de azul as palavras com 2 sílabas, de verde as palavras com 3 sílabas e de amarelo as palavras com 4 sílabas.
• Aproveite os nomes dos alunos da sala (primeiro nome apenas) para trabalhar a consciência silábica, fazendo “Listas de Nomes”.

• Complete a tabela:

PALAVRAS

No DE LETRAS

No SÍLABAS

CASINHA



VOVÓ



CERCADINHA



CIPO



CAFÉ



COM



CERTEZA



NÃO






• Você pode fazer também tabelas como esta de nomes dos alunos e/ou pedir para recortar de revistas e jornais, palavras e separar o número de letras e de sílabas como na atividade anterior.

2. Atividade com textos prescritivos

Os textos prescritivos são os que contêm informação acerca do modo de realizar uma atividade: são instruções. Podem ser simples, como a recomendação de uma atividade escolar, ou complexos, como uma lei parlamentar. Há instruções nos trabalhos manuais, nos jogos, no uso de aparelhos e máquinas, nas receitas culinárias, nos regulamentos, etc

A receita é um gênero que possui forte apelo cultural. É comum as pessoas passarem receitas umas às outras.A justificativa mais importante que sustenta o trabalho com receitas nos anos iniciais do ensino fundamental é o fato de que se trata de um gênero que já é trabalhado na escola por apresentar uma estrutura menos complexa que os outros e que compartilha de certas propriedades de outros gêneros do discurso (como instrução de jogo, instrução de montagem, bula de remédio, regulamento, leis, etc.

Descrição de receita culinária

1. CONTEXTO DE PRODUÇÃO

AUTOR/ ENUNCIADOR Algumas vezes não é identificado. Outras vezes é alguém especialista no assunto que escreve para jornais ou revistas ou pública livros. Em todos os casos, é alguém que sabe fazer uma determinada comida e pretende ensinar como fazer.

DESTINATÁRIO Leitores de jornal, revistas e livros de culinária. Alguém que pretende fazer uma determinada comida.

OBJETIVO Fazer com que o destinatário possa fazer comidas a partir da leitura da receita.

LOCAL DE PUBLICAÇÃO Livros de receitas, jornais – suplementos femininos – revista, caderno de receitas, embalagens de produtos etc.

2- CONTEÚDO TEMÁTICO Comida, etc.

3- ORGANIZAÇÃO GERAL

Título Em geral, nome da comida que será preparada.

Ingredientes Lista de ingredientes que serão utilizados, com a respectiva quantidade.

Modo de fazer (preparo) Sequência ordenada de procedimentos,ações que deverão ser realizados.

Tempo de preparo(opcional)Informação sobre o tempo de preparo.

Rendimento(opcional) Informação sobre a quantidade que será produzida.

4. MARCAS LINGÜÍSTICAS E ENUNCIATIVAS Texto impessoal, uso de 3º pessoa)

Marcas de enunciação Uso do imperativo.

Uso de advérbios: advérbio e locuções de modo (lentamente, levemente, bem devagar, etc.) e, eventualmente, de tempo (depois, seguida, 20 minutos etc.)

Seleção lexical: Nomes de alimentos e temperos, adjetivos e locuções adjetivas específicas (brando, fresca, média, fervente, fria, quente, etc.), e verbos específicos de atividades culinárias (cortar, picar, lavar, misturar, bater, despejar, colocar, arrumar, descascar, cozinhar, preparar, juntar, escorrer, ferver,etc.)

Conhecimentos prévios

O professor deverá iniciar esta atividade com as questões abaixo:

a) com que objetivo alguém escreve uma receita?

b) Quem escreve receitas?

c) Onde podemos encontrar receitas?

d) Do que fala uma receita?

Você sabe o que é um bolo. O que você acha que é necessário para fazer um bolo?

Quais os vasilhames que serão necessários?

Que eletrodomésticos serão utilizados?

(Registre as informações)

Chame a atenção dos alunos:

1- para os títulos, pois na maioria das receitas, são formados pelo nome do tipo de comida mais o nome do ingrediente principal (há também títulos que não possuem essa característica: bolinho de chuva, brigadeiro, queijadinha, pé-de-moleque, beijinho, etc.)

2- o título da receita é composto dessa forma para ajudar o leitor a localizar a comida que deseja fazer.

Forneça as receitas para que eles relacionem o título com o conteúdo da mesma. Espera-se que os alunos possam ler a receita e dar o título. Seria interessante que essa questão fosse respondida individualmente. Após faça a correção e discussão coletivamente.

3- Por que em uma receita a listagem de ingredientes vem separada do restante da receita e é listada em forma de itens

Para facilitar a vida do leitor de receita que deseja preparar alguma comida – ele pode verificar se tem todos os ingredientes e já separa tudo o que vai usar antes mesmo de começar a prepará-la)

Sanduíche da Maricota

A galinha Maricota preparou um sanduíche: Pão, Milho, quirera e ovo.

Mas, quando ia comer, a companhia tocou.

Era o Bode Serafim, que olhou o sanduíche e exclamou:

- Vixe! Falta aí um capim.

Aí chegou Kim, o gato, cumprimentou a galinha, e vendo o sanduíche, palpitou: - Falta a sardinha.

João, o cão, Também veio com seu jeito de bom moço. E com educação sugeriu: - Coloquem nele um bom osso.

Sempre zumbindo e agitada. Chegou a abelha Isabel. Olhou o esquisito recheio: - melhora se puser Mel.

Da janela ouvindo o papo, muito metido a bacana, falou, convencido, o macaco:

- Claro que falta banana!

- Banana? Sardinha? Mel? – era o rato Aleixo.

- Milho? Osso? Capim? Argh!!!

Vocês esqueceram o queijo!

- A brincadeira acabou quando a raposa Celinha olhou bem a Maricota e falou: - Falta galinha.

Maricota ficou brava:

- Fora daqui, minha gente! Jogou fora o sanduíche e começou novamente.

Pão, milho quirera e ovo. Como era pra ter sido.

Quem quiser que faça o seu com o recheio preferido.

Do livro: Sanduíche da Maricota de Avelino Guedes – Editora Moderna

quirera nada mais é do que milho quebrado e socado no pilão cozido em água inserido ingredientes deliciosos, como calabresa, temperos, salsinha, alguns colocam torresmo linguiça que pode ser acompanhado por arroz, couve e bisteca de porco – interior do Paraná

LEITURA DE UMA RECEITA CULINÁRIA

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Preparação da leitura: comentário do título, hipótese sobre a elaboração.

• Leitura e comentário dos ingredientes: são necessários para quê?

• Leitura e comentário do processo de elaboração, utensílios que precisamos, etc.

• Recapitulação da Leitura.

• Elaboração da receita consultando o texto constantemente.

CONTEÚDO ESPECÍFICO

• Características textuais da receita.

• Procedimentos de leitura em textos prescritivos.

MATERIAL

• Receita culinária de fácil elaboração.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

É interessante que comprovem nas prática (por si mesmo ou por meio do modelo do professor ou de casa) que a receita deve estar presente ao longo da elaboração e ser consultada constantemente para evitar erros.

A atividade é facilitada se a receita for acompanhada de imagens do processo.

CLASSIFICAÇÃO DE RECEITAS CULINÁRIAS EM FUNÇÃO DO INGREDIENTE PRINCIPAL

•Coletar várias receitas.

Leitura de todos os títulos para lembrar os pratos a que se referem.

• Seleção de um título: antecipação dos ingredientes necessários e busca dos mesmos nas receitas, para selecionar as viáveis.

• Leitura completa da receita para confirmar sua adequação ao título.

• Títulos, ou ingredientes, separados das receitas,para que descubram que receitas será aquela(inferência).

Composição final do caderno de receitas da aula, preparação do sumário e ordenação da receitas. Organização de um fichário de culinária da turma.

SELEÇÃO DE UM CARDÁPIO A PARTIR DA LEITURA DE UM LIVRO DE RECEITAS

FUNCIONALIDADE

O cardápio pode ser selecionado para ser elaborado para festa escolar, ou para excursão ou para o lanchar na escola, etc, ou ainda, simbolicamente,para a cantina escolar ou um restaurante.

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Estabelecer claramente os critérios de seleção de recitas que serão utilizados em função da finalidade.

• Leitura superficial do livro escolhido: se tem imagens, se tem muitas receitas, etc.

• Estudo detalhado do sumário do livro: critérios que foram utilizados para organizar as receitas. Seleção dos capítulos que nos interessam, etc.

• Leitura dos títulos das receitas, selecionando entre todos os títulos os possíveis.

• Leitura das receitas e seleção do menu.

• Discussão coletiva das diversas propostas.

CONTEÚDO ESPECÍFICO

• Características dos livros de receitas: organização interna, etc.

• Procedimentos de consulta e leitura de livros de culinária. Uso do sumário, seleção do que será lido, etc.

• Seleção das possibilidades lidas em função dos critérios previamente estabelecidos (lanche ou comida, facilidade de elaboração, custos, etc.)

MATERIAL

É importante usar livros de culinária editados comercialmente, inclusive se for preciso limitar a leitura a partes concretas para facilitá-la.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

A tarefa de leitura do livro deve ser feita em grupos muitos reduzidos. Pode-se prever que os diversos grupos consultem livros diferentes e comparem os resultados. Pode ser uma tarefa encomendada a um grupo concreto de alunos, enquanto os demais fazem outras atividades similares (decoração da festa, seleção da música, organização do espaço e dos móveis, etc.)

Poderá ser explorado ainda :

nú anuncio publicitário,

l lista de alimentos,

tabelas calóricas,

rótulo ou embalagem de algum produto,

t transformar uma receita em um texto narrativo;

elaborar uma opinião sobre o sabor de um prato ;

a associar poesias que falam de “comidas/alimentos”;

b bilhetes para compras de ingredientes;

n nota de compras,etc.

3. Sequência didática: Portadores e gêneros textuais

As atividades de introdução, de trabalho sistemático e de consolidação não devem
ser trabalhadas linearmente. O professor utiliza atividades de introdução até que o
aluno esteja familiarizado com o tipo de raciocínio necessário ao desenvolvimento da
capacidade. Quando isso acontecer, ele começa a trabalhar atividades de ensino
sistemático para que o aluno, a partir de situações desafiadoras, construa a
capacidade. Só depois é que o professor deve oferecer atividades de consolidação
para que o aluno possa exercitar o que foi aprendido.
EIXO: Compreensão e valorização da cultura escrita
Leitura
CAPACIDADE: Conhecer os usos e funções sociais da escrita
Identificar as finalidades e funções da leitura em função do reconhecimento
do suporte, do gênero e da contextualização do texto.

ATIVIDADES DE INTRODUÇÃO:
- Pesquisa sobre as práticas de leitura e escrita da família: como a família utiliza a
escrita e leitura para identificação social, contas a pagar, vale-transporte,
utilização de transporte público, compra e utilização de alimentos, uso de
medicamento, manuais de instrução de aparelho eletrodoméstico, jornais, revistas,
livro, etc.
- Seminário para socialização da pesquisa.
- Confecção de um cartaz, pelo(a) professor(a) (trabalhar o suporte cartaz e o
gênero lista) para listar os usos que a família faz do código escrito, como
conclusão final do seminário.
- Pesquisa sobre as práticas de leitura e escrita da sociedade( escola,
supermercados, correios e outras instituições). Dividir a turma em grupos para
realizar a pesquisa em diferentes lugares.
- Seminário para socialização da pesquisa e registro das conclusões finais, como
na pesquisa anterior.
- Coleção, pela turma, de variados gêneros textuais identificando suas funções:
(pode ser xérox ou originais, dependendo do gênero)
- Caixa de documentos para identificação: certidão de nascimento,
casamento, divórcio, carteira de identidade, título de eleitor, carteira de
motorista, etc
- Caixa: Vale dinheiro: cheques, valetransporte, dinheiro, cartão de crédito, etc
- Caixa de divulgação de informações: rótulos de produtos, embalagens
vazias de remédio, avisos, bulas de remédio, manuais de instrução, jornais,
revistas, bilhetes, recado, convite, etc
- Caixa de texto religioso: prece/oração, sermão, parábola, etc
- Caixa literária: conto, histórias, poemas, crônicas, diário, fábula, lenda,
biografia, etc
- Caixa digital: e-mail (impresso), texto retirados da internet
- Caixa publicitária: anúncio, cartazes de campanhas, panfleto, etc
- Caixa: produzidos na escola: prova, ditado, plano de aula, etc
- Caixa da diversão: revista em quadrinho, revista de palavras cruzadas,
anedota, piadas, etc
- Caixa de receitas: culinárias, médicas, artesanato, etc
- Outras caixas
- Todos os dias o(a) professor(a) deverá trabalhar os gêneros com os alunos,
manuseando, comparando, selecionando,etc

ATIVIDADES DE TRABALHO SISTEMÁTICO
Começando a trabalhar o gênero (1 semana)
- Organizar os alunos numa rodinha.
- Perguntar aos alunos o que eles poderiam fazer para não esquecer os
recadinhos que deverão ser dados para a família, o número de telefone dos colegas,
as tarefas que deverão ser realizadas, etc.
- Esperar que os alunos opinem, dando vez e voz a todos.
- A partir da discussão propor a criação de uma agenda.
- Perguntar: o que é uma agenda? Deixar que os alunos opinem.
- Mostrar agendas e deixar que as explorem, comparando-as, identificando
semelhanças e diferenças, utilidade, o que há escrito, etc
- Pedir que pesquisem : se em casa tem agenda, para que servem, quem a usa,
o que há escrito, etc.
- Seminário para socialização da pesquisa.
- Apresentar agendas de celulares e computador (caso os alunos não as
mencionem durante o seminário) e compará-las com as impressas.
- Analisar agendas feitas para crianças e adultos: semelhanças e diferenças e
formas de utilização.
- Pesquisar se existe uma agenda própria da escola.
- Conversa com a diretora ou especialista para conhecerem a agenda da
escola.
- Pesquisa nas papelarias do bairro ou cidade sobre o índice de venda de
agendas e característica dos compradores (se homens ou mulheres, quais os
profissionais que mais compram agenda, etc.
- Seminário para socialização da pesquisa.
- Se o aluno tiver algum parente que utiliza muito a agenda, esta poderá ser
entrevistada pela turma para que ela possa explicar o uso que faz dela.
Conhecendo o gênero em detalhes (1 semana)
- Escolher uma agenda para ser analisada pela turma: quais são os elementos
que compõem as características de uma agenda.
- Dividir a turma em grupos para que cada um analise uma agenda e verifiquem
se todos os elementos que compõem as características da agenda estão presentes.
- Cada grupo deve analisar uma agenda e identificar o seu uso social.
(apresentar agendas telefônicas somente, agenda de uso profissional - médico,
dentistas que já tem os horários determinados, agenda pessoal, agendas usadas
nos salões de beleza - produzidas pelos próprios profissionais para atender sua
necessidade, agenda eletrônica - que a professora pode mostrar no seu celular.
- Cada grupo apresenta suas conclusões e depois a turma elabora uma
conclusão única que deve ser escrita em um cartaz e afixada na sala.
- Analisar o uso da ordem alfabética em todas as agendas.
- Elaborar uma conclusão a respeito do uso da ordem alfabética nas agendas e
afixar na sala.-
Verificar o uso do calendário nas agendas e a ausência do mesmo nas
agendas puramente telefônica.
-Analisar a linguagem usada em agendas profissionais e nas agendas feitas
para crianças e adolescentes.
-Analisar o designer dos diferentes tipos de agendas.
Aplicando o conhecimento cobre o gênero estudado (2 dias para confecção da agenda)
-Elaborar a agenda da turma:
-Discutir sobre o uso que será dado à agenda.
-Discutir o designer.
-Identificar os elementos que a agenda deve conter,
-Confeccionar a agenda (pode seu usado um caderno brochurão pequeno)
-Agendar o cotidiano, durante o ano letivo.

ATIVIDADES DE CONSOLIDAÇÃO: (das capacidades)
-Criar situações para que o aluno possa utilizar os gêneros estudados.
-Jogos:
-colocar vários gêneros em uma caixa. (gêneros já trabalhados)
-Fazer fichinha com a função de cada gênero colocado na caixa.
-Dividir a turma em grupos.
- O representante de cada grupo sorteia uma ficha contendo a função do gênero.
Depois ele identifica na caixa, o gênero correspondente.
- O representante não poderá consultar seus colegas. Caso o representante do
grupo não consiga identificar o que foi pedido, o representante de outro grupo
poderá tentar fazê-lo.
-O jogo pode ser trocado: sorteia-se o gênero e o aluno identifica a ficha com a
sua função.
-Ganha o grupo que fizer o maior número de pontos.

4. Ditados

Os objetivos do ditado são:

fixar conhecimentos;

descobrir dificuldades;

verificar o nível de escrita dos alunos;

trabalhar ortografia;

memorização e atenção.

DITADO COM IMAGENS:

O professor mostra gravuras ou objetos e as crianças escrevem a palavra.

Variação : mostra a palavra e eles fazem os desenhos.

DITADO COM DICAS

O professor dá as "dicas" para o aluno descobrir a palavra.
" É amarelo, redondo e ilumina a Terra". (Sol)
" É cheiroso e usamos para tomar banho".(sabonete)

Variação: Antes de começar a ditar o texto, a professora dará algumas dicas a seus alunos. Por exemplo: no ditado de hoje aparecerão 4 palavras com L no final, 3 iniciadas com H e 5 com R depois de consoante.

No final, deixe que cada aluno possa conferir as dicas.

DITADO RELÂMPAGO

Este ditado visa principalmente ao treino das dificuldades ortográficas.

Mostrar a palavra numa ficha ou escreve no quadro.

O aluno lê a palavra.

O professor esconde a palavra e o aluno escreve a palavra.

Depois, o professor mostra a palavra para conferência do aluno.

Pode –se usar frases ou porções de sentido com maior dificuldade ortográfica.

AUTO DITADO

Os alunos escrevem uma lista de palavras que quiserem( mesmo campo semântico) .

Eles gostam muito deste tipo de ditado e ao fazê-lo aumentam sua auto-confiança, procurando melhorar cada vez mais e errar menos.

DITADO DE MEMÓRIA VISUAL

O professor mostra uma gravura com desenhos de diversos objetos, animais, tipos de alimentos, frutas, etc.

É dado um tempo para os alunos memorizarem os objetos que constam na gravura.

Depois, o professor retira a gravura e os alunos procuram escrever os nomes dos objetos.
Quem escrever mais palavras poderá apresentar na próxima semana a gravura.
Variação: em vez de mostrar desenhos ou gravuras, poderá ser trabalhado um grupo de palavras estudado pelos alunos.

DITADO ADEDANHA

O professor sorteia uma letra do alfabeto.

Os alunos vão escrever nomes: animal, planta, objeto, etc. Após o trabalho com 6 letras, o professor ( ou um colega) corrige.

DITADO SURPRESA

Coloque alguns objetos dentro de uma caixinha bem bonita e passe durante a aula pela sala. As crianças vão retirando os objetos e escrevendo sua lista.

Variação: escrita de frases com as palavras. A professora pode pedir que nas frases tenha sempre uma característica para o objeto.

Pode-se também usar recortes ou ilustrações.

DITADO LACUNADO

O aluno recebe a cópia de um texto do qual foram retiradas algumas palavras. Sua tarefa é acompanhar a leitura do professor e completar as lacunas. A atividade permite ao professor selecionar os aspectos que pretende explorar, como palavras acentuadas, r ou rr, l ou u, s ou ss, por exemplo. Outra maneira de trabalhar com o ditado lacunado é envolver os alunos na seleção de palavras que eles considerem difíceis. Em geral essas palavras são aquelas em que há o emprego de letras rivais para uma mesma posição. Um grupo de alunos seleciona previamente as palavras que devem ser omitidas da cópia e dita o texto aos demais. Depois outro grupo realiza a tarefa.

Variação:

A professora escolherá um texto onde apareçam as trocas ortográficas que ela quer trabalhar. Essas palavras serão substituídas no texto digitado por lacunas( espaços vazios) .

Ao receber o texto a criança fará uma leitura para saber do assunto. Em seguida, a professora ditará, fora de ordem, as palavras das lacunas. Caberá ao aluno ir preenchendo as lacunas, de acordo com o sentido do texto.

DITADO EM DUPLAS

O professor seleciona um pequeno trecho que deverá ser ditado e organiza a turma em duplas heterogêneas, envolvendo os alunos com maior ou menor facilidade em ortografia. Quem tem maior dificuldade dita primeiro. Além de ditar, o aluno deve também acompanhar o que o colega está escrevendo e apontar os erros que for encontrando. Depois quem escreveu primeiro dita ao outro o mesmo texto. Isso permite que a criança com mais dificuldades possa obter melhores resultados e se encoraje para aceitar novos desafios.

As duplas escrevem , cada um em seu caderno, o texto ditado pelo professor. Em seguida, comparam os textos e fazem as correções necessárias. Se houver discordância , cada aluno poderá manter sua opinião. A última correção deverá ser feita pela professora

DITADO COM USO DO DICIONÁRIO

Depois de pronto o ditado, cada aluno poderá consultar o dicionário, tentando corrigir as palavras nas quais teve dúvida ao escrever. A última correção deverá ser feita pela professora

DITADO COM BANCO DE PALAVRAS

Durante uma semana( ou a seu critério) a professora listará num cartaz em sala de aula palavras do texto que ditará e que possam apresentar dificuldades ortográficas para sua turma.

DITADO COM AUTOCORREÇÃO

Depois de ditado, cada aluno deverá reler o texto para fazer uma correção com calma. Em seguida, receberá da professora uma cópia do ditado original para que façam a correção final.

DITADO COM PAUTA DE CORREÇÃO

O aluno fará uma produção de texto onde a professora dará uma palavra para que inicie o texto. Após algum tempo ela irá apresentando outras palavras que também deverão fazer parte do texto. Ao corrigir individualmente ,a professora , escreverá para cada aluno pista de auto correção. Exemplo:

Na linha 5 há duas palavras que devem ser escritas com SS;

Releia o 2º parágrafo e corrija as palavras almoço, explicou, xingou.

DITADO COM APOIO

Colocar um cartaz com as sílabas, acentos, r, s, n, m, l, u e vogais. Ao falar uma palavra, apontar para as sílabas da mesma ou da dificuldade trabalhada.

Em seguida as crianças escrevem a palavra ditada. Funciona como um “jogo da memória”.


Bibliografia:

http://www.aprendeminas.com/2010/10/casinha-da-vovo-atividade-1.html


http://200.198.28.154/sistema_crv/banco_objetos_crv/%7B00556D6D-93A4-49B9-A2A4-25E7196CF8E5%7D_sugestoes%20de%20atividades%203.pdf

http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-educar/ensino-fundamental/ensino-fundamental/provinha-brasil/artigos/por-que-trabalhar-com-receita.pdf

http://www.simave.caedufjf.net/simave/proalfa/home.faces

15 de outubro: Dia do(a) Professor(a)

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Como surgiu o Dia do Professor?

"Tudo começou com um decreto imperial, de 15 de outubro de 1827, que trata da primeira Lei Geral relativa ao Ensino Elementar. Este decreto, outorgado por Dom Pedro I, veio a se tornar um marco na educação imperial, de tal modo que passou a ser a principal referência para os docentes do primário e ginásio nas províncias. A Lei tratou dos mais diversos assuntos como descentralização do ensino, remuneração dos professores e mestras, ensino mútuo, currículo mínimo, admissão de professores e escolas das meninas.

A primeira contribuição da Lei de 15 de outubro de 1827 foi a de determinar, no seu artigo 1º, que as Escolas de Primeiras Letras (hoje, ensino fundamental) deveriam ensinar, para os meninos, a leitura, a escrita, as quatro operações de cálculo e as noções mais gerais de geometria prática. Às meninas, sem qualquer embasamento pedagógico, estavam excluídas as noções de geometria. Aprenderiam, sim, as prendas (costurar, bordar, cozinhar etc) para a economia doméstica.

Se compararmos a lei geral do período imperial com a nossa atual lei geral da educação republicana, a Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), persegue ainda ideais imperiais, ao estabelecer, entre os fins do ensino fundamental, a tarefa de desenvolver a “capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo”. Portanto, mais de um sesquicentenário da lei, perseguimos os meus objetivos da educação imperial.

A Lei de 15 de novembro também inovou no processo de descentralização do ensino ao mandar criar escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império. Hoje, além da descentralização do ensino, para maior cobertura de matrícula do ensino fundamental, obrigatório e gratuito, o poder público assegura, por imperativo constitucional, sua oferta gratuita, inclusive, para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria (Inciso I, artigo 208, Constituição Federal)." (Vicente Martins)

Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

Desde então, pouca coisa mudou...

Hoje, o professor sofre com a má remuneração, com a falta de valorização e prestígio, entre tantos outros fatores sociais e culturais que emperram a sua realização profissional.

Moacir Gadotti, em seu livro "Boniteza de um sonho: Ensinar-e-aprender com sentido" (disponí­vel online no site do Instituto Paulo Freire) diz que:

"O que é ser professor hoje? Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crí­tica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros "amantes da sabedoria", os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber – não o dado, a informação, o puro conhecimento – porque constróem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindí­veis."

Este profissional merece todo nosso carinho, respeito e reconhecimento.

Feliz Dia do Professor!!

Fontes de pesquisa:

Martins, Vicente. "Como surgiu o dia do Professor?"(disponível em http://www.psicopedagogia.com.br

http://miriamsalles.info/wp/?p=136

http://www.portaldafamilia.org/datas/professor/diaprof.shtml


Sequências Didáticas e Estratégias de Leitura

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Sequências didáticas são sequências de atividades destinadas a promover ensino-aprendizagem, tendo como objetivo principal a compreensão e uma aprendizagem significativa. Elas podem ser aplicadas em todos os níveis de ensino e etapas do processo de ensino-aprendizagem (levantamento de conhecimentos prévios, apresentação, contextualização, análise, discussão em torno de problemas e soluções possíveis e, finalmente, sistematização).

As sequências didáticas apresentam-se como um modelo organizativo da prática pedagógica que tem como objetivo promover o processo de ensino-aprendizagem.

Delia Lerner apresenta três modelos organizativos para o planejamento do professor: atividades permanentes, sequências didáticas e projetos didáticos. Para Lerner, “planejar dessa forma ajuda a pensar o progresso dos alunos e favorece a retomada consciente de conteúdos durante a vida escolar.

Para Zabala (1998, p.18) sequências didáticas são “um conjunto de atividades ordenadas, estruturadas e articuladas para a realização de certos objetivos educacionais, que têm um princípio e um fim conhecidos tanto pelos professores como pelos alunos.

Sob a perspectiva pedagógica da sequência didática, o professor pode planejar atividades que contemplem o objetivo de ensino-aprendizagem proposto , de acordo com os seguintes conceitos:

introduzir: levar os alunos a se familiarizarem com conteúdos e conhecimentos;

retomar: quando se tratar de conceitos ou capacidades já dominados ou
consolidados em período anterior;

trabalhar: para favorecer o desenvolvimento pelos alunos;

consolidar: sedimentando os avanços em seus conhecimentos e capacidades.

O professor ao trabalhar com a leitura deve refletir sobre os procedimentos didáticos e aspectos instrucionais que devem ser adotados junto aos alunos para mediar o desenvolvimento das habilidades necessárias a compreensão leitora dos mesmos.

O planejamento alicerçado sobre sequências didáticas favorece ao professor, a realização de um trabalho que atenda aos vários perfis de alunos e suas diferentes necessidades educativas.

Scheneuly e Dozl (2004) utilizam o termo sequência didática para se referirem a um conjunto de atividades escolares organizado de maneira sistemática em torno de um gênero textual oral e/ou escrito. Dessa forma, percebe-se que o próprio conceito traz em si, o princípio da sistematização da atividade pedagógica.

Para Moura, Martins e Caxangá, no ensino da leitura, o professor deve atuar como um mediador. Nesse modelo, o trabalho com a leitura é considerado como uma prática social e pressupõe o desenvolvimento de capacidades no leitor que o possibilite a interagir com diferentes genêros textuais, pertencentes a múltiplos domínios discursivos e que o torne capaz de usar a leitura como instrumento para continuar aprendendo.

Nessa concepção, a interação entre o aluno e o professor, no momento da leitura é crucial, porque é essa ação que permite ao aluno entender não só as informações explícitas na superfície do texto, mas também o implícito.

É importante que o professor tenha a leitura tutorial como prática presente em seu dia-a-dia, neste tipo de leitura, o professor assume a condição de mediador fazendo as intervenções necessárias para que o aluno atinja a compreensão leitora.

Assumir a leitura como uma atividade em que alunos e professores passam a ser sujeitos ativos e colaborativos, implica novos procedimentos e comportamentos:

1. Compreensão da leitura enquanto prática social;

2. Concepção da linguagem enquanto processo de interação;

3. O gênero textual e sua finalidade:

Como procedimento de mediação da leitura dos diversos gêneros textuais, o professor necessitará fazer a exploração das dimensões presentes no texto: o cotexto, o contexto, o infratexto e o intertexto.

O cotexto compreende os elementos linguísticos e a estrutura que definem a materialidade do próprio texto. É essa dimensão que caracteriza as escolhas gramaticais e lexicais que remete o leitor a compreensão das intenções do autor. O contexto, segundo Koch, “é um conjunto de suposições, baseadas nos saberes dos interlocutores, mobilizadas para a interpretação de um texto”. Para que haja compreensão do texto, é necessário que autor e leitor compartilhem, pelos menos parcialmente, conhecimentos, tais como: enciclopédico, sociointeracional, textual, entre outros. Já o infratexto diz respeito ao processo de inferência, que, segundo Marcuschi (2008) corresponde a geração semântica de novas informações a partir daquelas que já possuímos em um dado contexto. A noção de inferência é fundamental na compreensão leitora, considerando que ela permite ao leitor ampliar o seu conhecimento sobre o objeto de leitura de que trata o texto. O intertexto corresponde ao pressuposto de que todo texto é resultado de confluência de outros textos.

4. Estratégias sociocognitivas (estratégias que o sujeito mobiliza, no ato da leitura, para processamento textual, que envolvem três sistemas de conheciementos: o linguístico, o enciclopédico e o interacional);

5. Organização didática;

6. Estratégias de leitura;

7. Estratégias metacognitivas (c0nhecimento que o sujeito tem sobre seu próprio conhecimento);

8. Estratégias de mediação.

Sequência Didática Aplicada à Leitura

O cotexto

· Antes de iniciar a leitura do texto, é importante que o professor oriente o aluno a fazer uma leitura silenciosa para avaliar o nível de dificuldade do texto. Em seguida discuta a técnica de leitura adequada ao objetivo do texto: sublinhar as informações importantes, anotar as palavras desconhecidas.

Ajudar o aluno a:

· Reconhecer o gênero do texto, a organização estrutural do texto, para que ele aprenda a perceber o objetivo da leitura;

· Identificar o objetivo da leitura e a persegui-lo durante a leitura;

· Acionar os conhecimentos prévios; enciclopédicos, conhecimento lingüístico, conhecimento interacional, por meio de perguntas direcionadas estabelecendo previsões sobre o texto; explorando o tema, a área abrangente;

· Localizar informações explícitas no texto e a inferir o sentido de uma palavra ou expressão;

· Expor o que já sabe sobre o tema

· Prestar atenção a determinados aspectos do texto que podem ativar seu conhecimento prévio;

· Levantar hipóteses sobre alguns aspectos do texto;

· Perceber as relações de hierarquia das informações nos parágrafos: ideias central e secundárias;

· Perceber a linearidade do texto; a progressão das informações e da distribuição nos parágrafos e a identificar dos elementos gramaticais que colaboram na construção da progressão do texto;

· Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por sequencializadores.

· Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato;

· Utilizar os recursos multimodais apresentados no texto (tabelas, gráficos, figuras etc) como elementos que ajudam na construção de sentido do texto.

· Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações;

· Identificar as marcas lingüísticas que evidenciam o locutor e interlocutor de um texto.

· Desenvolver determinadas habilidades necessárias à compreensão leitora, dentre elas: a relação, a analogia, a síntese, classificação, a ordenação hierárquica, a descoberta da coerência global do texto, a comparação e a avaliação;

· Buscar as relações existentes nas informações presentes no texto: principalmente as de causa e consequência.

· Avaliar o seu nível de metacognição, identificando as informações novas aprendidas com a leitura do texto.

O contexto

Ajudar o aluno a:

· Perceber a função social do texto;

· Reconhecer autor, a intenção, o interlocutor, o suporte, a situação de produção (época, local, fatos relacionados)

· Estabelecer uma relação de sentidos entre o texto e a experiência (universo comunicacional do aluno) procurando torná-lo mais real possível

· Fazer a relação entre as informações do texto e o conhecimento já consolidado (o texto e a experiência)

· Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e que será recebido;

O infratexto

Ajudar o aluno a:

· Perceber o implícito no texto, acionando os conhecimentos culturais para que ele perceba a diferença entre real e ficcional;

· Relacionar o conteúdo do texto com sua realidade;

· Fazer as inferências a partir das pistas oferecidas pelo autor: as analogias que se pode fazer.

O intertexto

Ajudar o aluno a:

· Buscar outros textos que tratam sobre o mesmo tema;

· Perceber diferentes formas da intertextualidade: elementos no texto que remetem a outros textos;

· Analisar paráfrases e paródias em diferentes situações;

O registro da leitura

Ajudar o aluno a:

· Retomar as aprendizagens construídas a partir da leitura do texto de modo a ampliar sua visão de mundo

· Retomar de forma sintética as informações contidas no texto, para que o aluno reelabore o texto sem que se sinta incapaz de fazê-lo.

· Sistematizar em forma de resumo as informações principais do texto, para que ele desenvolva as habilidades de compreender, distinguir, hierarquizar, questionar, descobrir a estrutura textual e outras, além da capacidade de organização da escrita. Esse momento gera também a oportunidade de refletir sobre a leitura realizada. Pode ocorrer através das seguintes possibilidades: atividades orientadas para a compreensão do texto (perguntas); resumo do texto; mapa conceitual.


BIBLIOGRAFIA:

Brasília, Secretaria de Educação Básica/ MEC. Proletramento.

MOURA, Ana Aparecida Vieira de. MARTINS, Luzineth Rodrigues. CAXANGÁ, Maria do Rosário Rocha. "A sequência didática aplicada à leitura: os explícitos, os implícitos e a mediação do professor." Disponível em: http://leituras.literaturas.pro.br/index.jsp?conteudo=406


http://atelierdeducadores.blogspot.com/2010/12/sequencias-didaticas.html#ixzz1LbAm2Jwz

ZABALA, Antoni. A prática educativa. Tradução: Ernani F. da F. Rosa. Porto Alegre: ArtMed, 1998.





20 de maio: Dia do (a) Pedagogo (a)

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Ser Pedagogo...

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista
não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de ideias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.
Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.

Ser Pedagogo por Vanessa B. de Carvalho


Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/education/1676176-ser-pedagogo/#ixzz1MuWPL5pr


Homenagem do DAP aos (às) Pedagogos (as) da Rede Municipal de Ensino de Caeté.

PROVINHA BRASIL 2011

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Neste ano, teremos novidades na aplicação da Provinha Brasil.

A Prova Brasil proposta pelo INEP, acontece desde 2008, em duas fases (diagnóstica inicial e final) e avalia as habilidades dos alunos do 2° ano de escolarização em Alfabetização e Letramento.

Em 2011, além, das avaliações de Alfabetização e Letramento, já aplicadas todos os anos nos meses de março-abril e novembro, serão também avaliadas as habilidades da Alfabetização Matemática.

O INEP já divulgou em seu site as matrizes com os descritores para as avaliações de Alfabetização e Letramento (que acontece neste mês de março) e de Alfabetização Matemática (prevista para o mês de agosto).

Encontro do 3° Ano do Ciclo A

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Na última quinta-feira, 11 de março, o DAP promoveu um encontro com as professoras do 3° Ano do Ciclo A e professoras recuperadoras. O objetivo deste encontro foi promover o estudo e análise do PROALFA - Programa de Avaliação da Alfabetização - a socialização de conhecimentos e saberes contruídos na prática diária e a troca de experiências entre as professoras que atuam com turmas do 3° A. Durante o encontro, foi discutida a importância desta avaliação como estratégia para busca da melhoria da qualidade da educação e como a análise de seus resultados podem proporcionar um direcionamento da prática pedagógica para a consolidação do processo de alfabetização e letramento de nossos alunos do último ano do Ciclo A. Foram apresentadas várias sugestões práticas que podem nortear o trabalho do professor, proporcionando aos alunos, um aprendizado significativo e atraente. Todas as atividades sugeridas trabalham vários dos descritores propostos na Matriz de Avaliação do PROALFA, que deve ser utilizada como um instrumento de direcionamento do planejamento do professor:


As atividades propostas foram: 1. Sequência didática com a parlenda "A casinha da vovó"

São 10 atividades desenvolvidas a partir da parlenda "A Casinha da Vovó". Cada grupo de atividades aborda uma capacidade diferente. Acompanhe a sequência e mãos a obra.

Para iniciar um trabalho com a parlenda, você deverá seguir alguns passos importantes:

- Confecção de Cartazes:

• Confeccionar cartazes com a parlenda escrita em letra de imprensa maiúscula;

• Cartazes com a parlenda escrita em letra de imprensa minúscula;

• Cartazes com a parlenda escrita em letra cursiva;

• Fazer um cartaz onde algumas palavras da parlenda possam ser substituídas por desenhos.

- Criação de Fichas:

• Criar fichas com as palavras da parlenda (em letra imprensa maiúscula, minúscula e letra cursiva);

• Fichas com as frases da parlenda escritas sem espaçamento, ou seja, emendadas;

• Fichas com os desenhos que representam as palavras da parlenda ;

• Fichas com palavras divididas em sílabas.

PARLENDA

A CASINHA DA VOVÓ

CERCADINHA DE CIPÓ.

O CAFÉ ESTÁ DEMORANDO

COM CERTEZA NÃO TEM PÓ.

ATIVIDADE 1:

Capacidades: Localizar informações explícitas no texto; Identificação do gênero e do suporte na compreensão de textos.

• Organize a sala para a leitura do texto (pode ser em círculo, em U ou como preferir, deixando os alunos à vontade). Utilizar também o cartaz ou o quadro mesmo.

• Informar o gênero, explicando o conceito de parlenda e que está escrita em um cartaz (suporte).

• Mostre o 1º cartaz da parlenda escrita com letra de imprensa maiúscula.

• Leia a parlenda pausadamente, passando o dedo sobre as palavras.

• Repita a leitura até que os alunos se familiarizem com as palavras e consigam repeti-las sozinhos.

• Peça que os alunos leiam a quadrinha, vá passando o dedo em cima das palavras e mostrando que a leitura se faz da esquerda para a direita e de cima para baixo.

• Peça que cada aluno também leia a parlenda individualmente com suas orientações como na leitura coletiva (do cartaz ou do quadro ou entregar o texto).

• Faça a exploração oral da parlenda com questões de compreensão:

A) De quem é a casinha?

B) Como é a casinha?

C) Por que o café está demorando?

Estas sugestões podem ser alteradas de acordo com o nível de desenvolvimento da turma desde que seja mantida a proposta da capacidade sugerida.

Estas atividades devem ser trabalhadas de acordo com a sequência proposta para que o aprendizado aconteça. Ela deve ser trabalhada principalmente com alunos que apresentam dificuldades de aprendizado e compreensão da língua escrita. A última atividade a ser postada será uma proposta de avaliação para verificar o aprendizado. Acompanhe!

Ressalto que as atividades 2, 3 e 4 ser referem às mesmas capacidades.

Capacidades: Conhecer o alfabeto e diferenciar letras de outros sinais gráficos; Direcionamento e alinhamento da escrita.

ATIVIDADE 2

  • Mostre o 1º cartaz da parlenda e leia-o com os alunos.
  • Peça que os alunos identifiquem a primeira e última palavra da parlenda, colorindo-as de vermelho e azul.
  • Em seguida, peça pra que os alunos copiem a parlenda.
  • Circule na parlenda a palavra CASINHA.
  • Desenhe a casinha da vovó.

ATIVIDADE 3

  • Distribua o texto (parlenda) para cada aluno e peça que eles coloram de lápis verde os espaços em branco, levando-os a perceber que em cada espaço temos uma nova palavra.
  • Peça que eles contem o número de palavras encontradas na 1º linha da parlenda, em seguida repita a atividade com as demais linhas.
  • Mostre que existem palavras com poucas letras ( A, da, de, o, com, pó) ressaltando que elas são palavras.
  • Peça para eles circularem de lápis vermelho a palavra CASINHA na parlenda e que contem o número de letras dessa palavra.

A) Quantas letras tem?

B) Qual é a letra inicial?

C) Qual é a letra final?

  • Em seguida, peça que eles circulem de azul as palavras com 2 letras, de verde as palavras com 3 letras e de amarelo as palavras com 4 letras e de rosa as palavras com 7 ou mais letras.
  • Pergunte aos alunos se nessa parlenda aparece alguma palavra repetida, se aparecer, peça que eles sublinhem elas.

ATIVIDADE 4

  • Disponibilize o alfabeto móvel com várias letras para os alunos e peça que eles montem a palavra Casinha.

Agora, peça que vejam a figura da casa e depois organize as letras para formar o nome da figura (registro no caderno):

  • Agora organize os alunos em grupos e disponha fichas com as frases emendadas da parlenda e fichas com as palavras da parlenda e peça que os alunos as organize-as de maneira correta. Ex.: (Acasinhadavovó / cercadinhadecipó). Não se esqueça de pedir que os alunos registrem no caderno.
  • Para a atividade anterior utilize as fichas com letras de imprensa maiúscula, como no 1º cartaz.

Capacidades: Conhecer o alfabeto e diferenciar letras de outros sinais gráficos; Direcionamento e alinhamento da escrita.

Atividade 5

  • Peça para que os alunos completem o quadro a seguir:

PALAVRA

No DE LETRAS

A


CASINHA


DA


VOVÓ


CERCADINHA


DE


CIPÓ


O


CAFÉ


ESTÁ


DEMORANDO


COM


CERTEZA


NÃO


TEM



  • Agora, disponibilize jornais e revistas para que os alunos encontrem, recortem e colem palavras com 2, 3, 4, 6 ou mais letras (uma palavra de cada).

ATIVIDADE 6

  • Apresente o 2º cartaz (com desenhos no lugar de palavras).
  • Peça que os alunos comparem o 1º cartaz (letra de imprensa maiúscula) com o 2º (desenhos).
  • Peça que os alunos observem os dois cartazes e expliquem as diferenças do 1º com o 2º cartaz.
  • Aponte cada desenho e peça que os alunos digam seu nome do desenho.
  • Em seguida, disponha as fichas e peça que eles procurem as palavras correspondentes aos desenhos.

Capacidades: Conhecer o alfabeto e diferenciar letras de outros sinais gráficos; Direcionamento e alinhamento da escrita.

ATIVIDADE 7

  • Disponibilize o alfabeto disposto em um cartaz e em ordem (de preferência que seja na altura dos olhos dos alunos, escrito em cor vermelho, letra de imprensa maiúscula e não coloque desenhos para representar letras, pois não é recomendável).
  • Ofereça o alfabeto impresso em folha pra cada aluno e um alfabeto móvel.
  • Apresente letra por letra (não precisa ser em ordem alfabética) e teste os conhecimentos prévios de seus alunos.
  • Aponte no cartaz a letra e diga seu nome, depois peça que os alunos identifique-a em seu alfabeto móvel e repita seu nome.
  • Diga uma letra, sem utilizar o cartaz e peça que os alunos identifique-a no alfabeto móvel, depois repita a atividade com cada aluno.
  • Apontar as letras: C S N HC D N H R T P F S A I.
  • Em seguida, ditar novamente cada letra até formar a palavra e perguntar: “Qual palavra da parlenda formamos?”


CASINHA

  • Peça para que os alunos identifiquem na parlenda todas as palavras que iniciam com a letra “C”, colorindo-as de verde ou que tenham a letra “C” no meio da palavra, colorindo-as de azul.
  • Utilize o 2º cartaz e peça para que os alunos escrevam as palavras referentes aos desenhos da parlenda, utilizando o alfabeto móvel.

Disponibilize jornais e revistas para que eles encontrem, recortem e colem palavras com a letra “C” no início.

ATIVIDADE 8
• Apresente aos alunos o 3º cartaz (letra de imprensa minúscula) e compare-o com o 1º cartaz, fazendo perguntas aos alunos, identificando as diferenças entre eles ( mostre que livros, jornais, revistas são escritos com este tipo de letra).
• Disponibilize o alfabeto disposto em um cartaz e em ordem (de preferência que seja na altura dos olhos dos alunos, escrito em cor vermelho, letra de imprensa minúscula e não coloque desenhos para representar letras, pois não é recomendável).
• Ofereça o alfabeto impresso em folha pra cada aluno e um alfabeto móvel.
• Apresente letra por letra e teste os conhecimentos prévios de seus alunos.
• Aponte no cartaz a letra e diga seu nome, depois peça que os alunos identifique-a em seu alfabeto móvel e repita seu nome.
• Diga uma letra, sem utilizar o cartaz e peça que os alunos identifiquem no alfabeto móvel, depois repita a atividade com cada aluno.
• Distribua fichinhas com as palavras da parlenda escritas de letras diferentes (imprensa maiúscula e imprensa minúscula), em seguida peça que eles formem os pares (tipo Jogo da Memória) e peça que copiem no caderno.

ATIVIDADE 9
• Apresente o 4º cartaz (letra cursiva) e repita os procedimentos da atividade 8 acima.
• Mostre que usamos letras cursivas maiúsculas para início de frases e as demais, minúsculas.
• Sugestões de atividades: “Jogo da Memória”, “Bingo de Letras e Palavras”, “Dominó de Diferentes tipos de Letras”.

Capacidades: Reconhecer unidades fonológicas como sílabas, rimas, terminações de palavras; Aquisição de consciência de palavras, consciência silábica e consciência fonológica: grafema-fonema.

ATIVIDADE 10
• Utilize novamente o cartaz da parlenda.
• Escolher uma palavra da parlenda.
• Fale-a pausadamente, silabando e pergunte aos alunos: Quantos pedacinhos tem essa palavra? Quantas vezes abrimos a boca pra falar? Bata palmas para cada sílaba, explicando aos alunos que sílaba e pedaço são a mesma coisa.
• Repita o mesmo procedimento com cada palavra da parlenda (utilize as fichas com as palavras).
• Distribua a parlenda novamente e peça que cada aluno: colora de vermelho as palavras com 1 sílaba, de azul as palavras com 2 sílabas, de verde as palavras com 3 sílabas e de amarelo as palavras com 4 sílabas.
• Aproveite os nomes dos alunos da sala (primeiro nome apenas) para trabalhar a consciência silábica, fazendo “Listas de Nomes”.

• Complete a tabela:

PALAVRAS

No DE LETRAS

No SÍLABAS

CASINHA



VOVÓ



CERCADINHA



CIPO



CAFÉ



COM



CERTEZA



NÃO






• Você pode fazer também tabelas como esta de nomes dos alunos e/ou pedir para recortar de revistas e jornais, palavras e separar o número de letras e de sílabas como na atividade anterior.

2. Atividade com textos prescritivos

Os textos prescritivos são os que contêm informação acerca do modo de realizar uma atividade: são instruções. Podem ser simples, como a recomendação de uma atividade escolar, ou complexos, como uma lei parlamentar. Há instruções nos trabalhos manuais, nos jogos, no uso de aparelhos e máquinas, nas receitas culinárias, nos regulamentos, etc

A receita é um gênero que possui forte apelo cultural. É comum as pessoas passarem receitas umas às outras.A justificativa mais importante que sustenta o trabalho com receitas nos anos iniciais do ensino fundamental é o fato de que se trata de um gênero que já é trabalhado na escola por apresentar uma estrutura menos complexa que os outros e que compartilha de certas propriedades de outros gêneros do discurso (como instrução de jogo, instrução de montagem, bula de remédio, regulamento, leis, etc.

Descrição de receita culinária

1. CONTEXTO DE PRODUÇÃO

AUTOR/ ENUNCIADOR Algumas vezes não é identificado. Outras vezes é alguém especialista no assunto que escreve para jornais ou revistas ou pública livros. Em todos os casos, é alguém que sabe fazer uma determinada comida e pretende ensinar como fazer.

DESTINATÁRIO Leitores de jornal, revistas e livros de culinária. Alguém que pretende fazer uma determinada comida.

OBJETIVO Fazer com que o destinatário possa fazer comidas a partir da leitura da receita.

LOCAL DE PUBLICAÇÃO Livros de receitas, jornais – suplementos femininos – revista, caderno de receitas, embalagens de produtos etc.

2- CONTEÚDO TEMÁTICO Comida, etc.

3- ORGANIZAÇÃO GERAL

Título Em geral, nome da comida que será preparada.

Ingredientes Lista de ingredientes que serão utilizados, com a respectiva quantidade.

Modo de fazer (preparo) Sequência ordenada de procedimentos,ações que deverão ser realizados.

Tempo de preparo(opcional)Informação sobre o tempo de preparo.

Rendimento(opcional) Informação sobre a quantidade que será produzida.

4. MARCAS LINGÜÍSTICAS E ENUNCIATIVAS Texto impessoal, uso de 3º pessoa)

Marcas de enunciação Uso do imperativo.

Uso de advérbios: advérbio e locuções de modo (lentamente, levemente, bem devagar, etc.) e, eventualmente, de tempo (depois, seguida, 20 minutos etc.)

Seleção lexical: Nomes de alimentos e temperos, adjetivos e locuções adjetivas específicas (brando, fresca, média, fervente, fria, quente, etc.), e verbos específicos de atividades culinárias (cortar, picar, lavar, misturar, bater, despejar, colocar, arrumar, descascar, cozinhar, preparar, juntar, escorrer, ferver,etc.)

Conhecimentos prévios

O professor deverá iniciar esta atividade com as questões abaixo:

a) com que objetivo alguém escreve uma receita?

b) Quem escreve receitas?

c) Onde podemos encontrar receitas?

d) Do que fala uma receita?

Você sabe o que é um bolo. O que você acha que é necessário para fazer um bolo?

Quais os vasilhames que serão necessários?

Que eletrodomésticos serão utilizados?

(Registre as informações)

Chame a atenção dos alunos:

1- para os títulos, pois na maioria das receitas, são formados pelo nome do tipo de comida mais o nome do ingrediente principal (há também títulos que não possuem essa característica: bolinho de chuva, brigadeiro, queijadinha, pé-de-moleque, beijinho, etc.)

2- o título da receita é composto dessa forma para ajudar o leitor a localizar a comida que deseja fazer.

Forneça as receitas para que eles relacionem o título com o conteúdo da mesma. Espera-se que os alunos possam ler a receita e dar o título. Seria interessante que essa questão fosse respondida individualmente. Após faça a correção e discussão coletivamente.

3- Por que em uma receita a listagem de ingredientes vem separada do restante da receita e é listada em forma de itens

Para facilitar a vida do leitor de receita que deseja preparar alguma comida – ele pode verificar se tem todos os ingredientes e já separa tudo o que vai usar antes mesmo de começar a prepará-la)

Sanduíche da Maricota

A galinha Maricota preparou um sanduíche: Pão, Milho, quirera e ovo.

Mas, quando ia comer, a companhia tocou.

Era o Bode Serafim, que olhou o sanduíche e exclamou:

- Vixe! Falta aí um capim.

Aí chegou Kim, o gato, cumprimentou a galinha, e vendo o sanduíche, palpitou: - Falta a sardinha.

João, o cão, Também veio com seu jeito de bom moço. E com educação sugeriu: - Coloquem nele um bom osso.

Sempre zumbindo e agitada. Chegou a abelha Isabel. Olhou o esquisito recheio: - melhora se puser Mel.

Da janela ouvindo o papo, muito metido a bacana, falou, convencido, o macaco:

- Claro que falta banana!

- Banana? Sardinha? Mel? – era o rato Aleixo.

- Milho? Osso? Capim? Argh!!!

Vocês esqueceram o queijo!

- A brincadeira acabou quando a raposa Celinha olhou bem a Maricota e falou: - Falta galinha.

Maricota ficou brava:

- Fora daqui, minha gente! Jogou fora o sanduíche e começou novamente.

Pão, milho quirera e ovo. Como era pra ter sido.

Quem quiser que faça o seu com o recheio preferido.

Do livro: Sanduíche da Maricota de Avelino Guedes – Editora Moderna

quirera nada mais é do que milho quebrado e socado no pilão cozido em água inserido ingredientes deliciosos, como calabresa, temperos, salsinha, alguns colocam torresmo linguiça que pode ser acompanhado por arroz, couve e bisteca de porco – interior do Paraná

LEITURA DE UMA RECEITA CULINÁRIA

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Preparação da leitura: comentário do título, hipótese sobre a elaboração.

• Leitura e comentário dos ingredientes: são necessários para quê?

• Leitura e comentário do processo de elaboração, utensílios que precisamos, etc.

• Recapitulação da Leitura.

• Elaboração da receita consultando o texto constantemente.

CONTEÚDO ESPECÍFICO

• Características textuais da receita.

• Procedimentos de leitura em textos prescritivos.

MATERIAL

• Receita culinária de fácil elaboração.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

É interessante que comprovem nas prática (por si mesmo ou por meio do modelo do professor ou de casa) que a receita deve estar presente ao longo da elaboração e ser consultada constantemente para evitar erros.

A atividade é facilitada se a receita for acompanhada de imagens do processo.

CLASSIFICAÇÃO DE RECEITAS CULINÁRIAS EM FUNÇÃO DO INGREDIENTE PRINCIPAL

•Coletar várias receitas.

Leitura de todos os títulos para lembrar os pratos a que se referem.

• Seleção de um título: antecipação dos ingredientes necessários e busca dos mesmos nas receitas, para selecionar as viáveis.

• Leitura completa da receita para confirmar sua adequação ao título.

• Títulos, ou ingredientes, separados das receitas,para que descubram que receitas será aquela(inferência).

Composição final do caderno de receitas da aula, preparação do sumário e ordenação da receitas. Organização de um fichário de culinária da turma.

SELEÇÃO DE UM CARDÁPIO A PARTIR DA LEITURA DE UM LIVRO DE RECEITAS

FUNCIONALIDADE

O cardápio pode ser selecionado para ser elaborado para festa escolar, ou para excursão ou para o lanchar na escola, etc, ou ainda, simbolicamente,para a cantina escolar ou um restaurante.

DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE

• Estabelecer claramente os critérios de seleção de recitas que serão utilizados em função da finalidade.

• Leitura superficial do livro escolhido: se tem imagens, se tem muitas receitas, etc.

• Estudo detalhado do sumário do livro: critérios que foram utilizados para organizar as receitas. Seleção dos capítulos que nos interessam, etc.

• Leitura dos títulos das receitas, selecionando entre todos os títulos os possíveis.

• Leitura das receitas e seleção do menu.

• Discussão coletiva das diversas propostas.

CONTEÚDO ESPECÍFICO

• Características dos livros de receitas: organização interna, etc.

• Procedimentos de consulta e leitura de livros de culinária. Uso do sumário, seleção do que será lido, etc.

• Seleção das possibilidades lidas em função dos critérios previamente estabelecidos (lanche ou comida, facilidade de elaboração, custos, etc.)

MATERIAL

É importante usar livros de culinária editados comercialmente, inclusive se for preciso limitar a leitura a partes concretas para facilitá-la.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

A tarefa de leitura do livro deve ser feita em grupos muitos reduzidos. Pode-se prever que os diversos grupos consultem livros diferentes e comparem os resultados. Pode ser uma tarefa encomendada a um grupo concreto de alunos, enquanto os demais fazem outras atividades similares (decoração da festa, seleção da música, organização do espaço e dos móveis, etc.)

Poderá ser explorado ainda :

nú anuncio publicitário,

l lista de alimentos,

tabelas calóricas,

rótulo ou embalagem de algum produto,

t transformar uma receita em um texto narrativo;

elaborar uma opinião sobre o sabor de um prato ;

a associar poesias que falam de “comidas/alimentos”;

b bilhetes para compras de ingredientes;

n nota de compras,etc.

3. Sequência didática: Portadores e gêneros textuais

As atividades de introdução, de trabalho sistemático e de consolidação não devem
ser trabalhadas linearmente. O professor utiliza atividades de introdução até que o
aluno esteja familiarizado com o tipo de raciocínio necessário ao desenvolvimento da
capacidade. Quando isso acontecer, ele começa a trabalhar atividades de ensino
sistemático para que o aluno, a partir de situações desafiadoras, construa a
capacidade. Só depois é que o professor deve oferecer atividades de consolidação
para que o aluno possa exercitar o que foi aprendido.
EIXO: Compreensão e valorização da cultura escrita
Leitura
CAPACIDADE: Conhecer os usos e funções sociais da escrita
Identificar as finalidades e funções da leitura em função do reconhecimento
do suporte, do gênero e da contextualização do texto.

ATIVIDADES DE INTRODUÇÃO:
- Pesquisa sobre as práticas de leitura e escrita da família: como a família utiliza a
escrita e leitura para identificação social, contas a pagar, vale-transporte,
utilização de transporte público, compra e utilização de alimentos, uso de
medicamento, manuais de instrução de aparelho eletrodoméstico, jornais, revistas,
livro, etc.
- Seminário para socialização da pesquisa.
- Confecção de um cartaz, pelo(a) professor(a) (trabalhar o suporte cartaz e o
gênero lista) para listar os usos que a família faz do código escrito, como
conclusão final do seminário.
- Pesquisa sobre as práticas de leitura e escrita da sociedade( escola,
supermercados, correios e outras instituições). Dividir a turma em grupos para
realizar a pesquisa em diferentes lugares.
- Seminário para socialização da pesquisa e registro das conclusões finais, como
na pesquisa anterior.
- Coleção, pela turma, de variados gêneros textuais identificando suas funções:
(pode ser xérox ou originais, dependendo do gênero)
- Caixa de documentos para identificação: certidão de nascimento,
casamento, divórcio, carteira de identidade, título de eleitor, carteira de
motorista, etc
- Caixa: Vale dinheiro: cheques, valetransporte, dinheiro, cartão de crédito, etc
- Caixa de divulgação de informações: rótulos de produtos, embalagens
vazias de remédio, avisos, bulas de remédio, manuais de instrução, jornais,
revistas, bilhetes, recado, convite, etc
- Caixa de texto religioso: prece/oração, sermão, parábola, etc
- Caixa literária: conto, histórias, poemas, crônicas, diário, fábula, lenda,
biografia, etc
- Caixa digital: e-mail (impresso), texto retirados da internet
- Caixa publicitária: anúncio, cartazes de campanhas, panfleto, etc
- Caixa: produzidos na escola: prova, ditado, plano de aula, etc
- Caixa da diversão: revista em quadrinho, revista de palavras cruzadas,
anedota, piadas, etc
- Caixa de receitas: culinárias, médicas, artesanato, etc
- Outras caixas
- Todos os dias o(a) professor(a) deverá trabalhar os gêneros com os alunos,
manuseando, comparando, selecionando,etc

ATIVIDADES DE TRABALHO SISTEMÁTICO
Começando a trabalhar o gênero (1 semana)
- Organizar os alunos numa rodinha.
- Perguntar aos alunos o que eles poderiam fazer para não esquecer os
recadinhos que deverão ser dados para a família, o número de telefone dos colegas,
as tarefas que deverão ser realizadas, etc.
- Esperar que os alunos opinem, dando vez e voz a todos.
- A partir da discussão propor a criação de uma agenda.
- Perguntar: o que é uma agenda? Deixar que os alunos opinem.
- Mostrar agendas e deixar que as explorem, comparando-as, identificando
semelhanças e diferenças, utilidade, o que há escrito, etc
- Pedir que pesquisem : se em casa tem agenda, para que servem, quem a usa,
o que há escrito, etc.
- Seminário para socialização da pesquisa.
- Apresentar agendas de celulares e computador (caso os alunos não as
mencionem durante o seminário) e compará-las com as impressas.
- Analisar agendas feitas para crianças e adultos: semelhanças e diferenças e
formas de utilização.
- Pesquisar se existe uma agenda própria da escola.
- Conversa com a diretora ou especialista para conhecerem a agenda da
escola.
- Pesquisa nas papelarias do bairro ou cidade sobre o índice de venda de
agendas e característica dos compradores (se homens ou mulheres, quais os
profissionais que mais compram agenda, etc.
- Seminário para socialização da pesquisa.
- Se o aluno tiver algum parente que utiliza muito a agenda, esta poderá ser
entrevistada pela turma para que ela possa explicar o uso que faz dela.
Conhecendo o gênero em detalhes (1 semana)
- Escolher uma agenda para ser analisada pela turma: quais são os elementos
que compõem as características de uma agenda.
- Dividir a turma em grupos para que cada um analise uma agenda e verifiquem
se todos os elementos que compõem as características da agenda estão presentes.
- Cada grupo deve analisar uma agenda e identificar o seu uso social.
(apresentar agendas telefônicas somente, agenda de uso profissional - médico,
dentistas que já tem os horários determinados, agenda pessoal, agendas usadas
nos salões de beleza - produzidas pelos próprios profissionais para atender sua
necessidade, agenda eletrônica - que a professora pode mostrar no seu celular.
- Cada grupo apresenta suas conclusões e depois a turma elabora uma
conclusão única que deve ser escrita em um cartaz e afixada na sala.
- Analisar o uso da ordem alfabética em todas as agendas.
- Elaborar uma conclusão a respeito do uso da ordem alfabética nas agendas e
afixar na sala.-
Verificar o uso do calendário nas agendas e a ausência do mesmo nas
agendas puramente telefônica.
-Analisar a linguagem usada em agendas profissionais e nas agendas feitas
para crianças e adolescentes.
-Analisar o designer dos diferentes tipos de agendas.
Aplicando o conhecimento cobre o gênero estudado (2 dias para confecção da agenda)
-Elaborar a agenda da turma:
-Discutir sobre o uso que será dado à agenda.
-Discutir o designer.
-Identificar os elementos que a agenda deve conter,
-Confeccionar a agenda (pode seu usado um caderno brochurão pequeno)
-Agendar o cotidiano, durante o ano letivo.

ATIVIDADES DE CONSOLIDAÇÃO: (das capacidades)
-Criar situações para que o aluno possa utilizar os gêneros estudados.
-Jogos:
-colocar vários gêneros em uma caixa. (gêneros já trabalhados)
-Fazer fichinha com a função de cada gênero colocado na caixa.
-Dividir a turma em grupos.
- O representante de cada grupo sorteia uma ficha contendo a função do gênero.
Depois ele identifica na caixa, o gênero correspondente.
- O representante não poderá consultar seus colegas. Caso o representante do
grupo não consiga identificar o que foi pedido, o representante de outro grupo
poderá tentar fazê-lo.
-O jogo pode ser trocado: sorteia-se o gênero e o aluno identifica a ficha com a
sua função.
-Ganha o grupo que fizer o maior número de pontos.

4. Ditados

Os objetivos do ditado são:

fixar conhecimentos;

descobrir dificuldades;

verificar o nível de escrita dos alunos;

trabalhar ortografia;

memorização e atenção.

DITADO COM IMAGENS:

O professor mostra gravuras ou objetos e as crianças escrevem a palavra.

Variação : mostra a palavra e eles fazem os desenhos.

DITADO COM DICAS

O professor dá as "dicas" para o aluno descobrir a palavra.
" É amarelo, redondo e ilumina a Terra". (Sol)
" É cheiroso e usamos para tomar banho".(sabonete)

Variação: Antes de começar a ditar o texto, a professora dará algumas dicas a seus alunos. Por exemplo: no ditado de hoje aparecerão 4 palavras com L no final, 3 iniciadas com H e 5 com R depois de consoante.

No final, deixe que cada aluno possa conferir as dicas.

DITADO RELÂMPAGO

Este ditado visa principalmente ao treino das dificuldades ortográficas.

Mostrar a palavra numa ficha ou escreve no quadro.

O aluno lê a palavra.

O professor esconde a palavra e o aluno escreve a palavra.

Depois, o professor mostra a palavra para conferência do aluno.

Pode –se usar frases ou porções de sentido com maior dificuldade ortográfica.

AUTO DITADO

Os alunos escrevem uma lista de palavras que quiserem( mesmo campo semântico) .

Eles gostam muito deste tipo de ditado e ao fazê-lo aumentam sua auto-confiança, procurando melhorar cada vez mais e errar menos.

DITADO DE MEMÓRIA VISUAL

O professor mostra uma gravura com desenhos de diversos objetos, animais, tipos de alimentos, frutas, etc.

É dado um tempo para os alunos memorizarem os objetos que constam na gravura.

Depois, o professor retira a gravura e os alunos procuram escrever os nomes dos objetos.
Quem escrever mais palavras poderá apresentar na próxima semana a gravura.
Variação: em vez de mostrar desenhos ou gravuras, poderá ser trabalhado um grupo de palavras estudado pelos alunos.

DITADO ADEDANHA

O professor sorteia uma letra do alfabeto.

Os alunos vão escrever nomes: animal, planta, objeto, etc. Após o trabalho com 6 letras, o professor ( ou um colega) corrige.

DITADO SURPRESA

Coloque alguns objetos dentro de uma caixinha bem bonita e passe durante a aula pela sala. As crianças vão retirando os objetos e escrevendo sua lista.

Variação: escrita de frases com as palavras. A professora pode pedir que nas frases tenha sempre uma característica para o objeto.

Pode-se também usar recortes ou ilustrações.

DITADO LACUNADO

O aluno recebe a cópia de um texto do qual foram retiradas algumas palavras. Sua tarefa é acompanhar a leitura do professor e completar as lacunas. A atividade permite ao professor selecionar os aspectos que pretende explorar, como palavras acentuadas, r ou rr, l ou u, s ou ss, por exemplo. Outra maneira de trabalhar com o ditado lacunado é envolver os alunos na seleção de palavras que eles considerem difíceis. Em geral essas palavras são aquelas em que há o emprego de letras rivais para uma mesma posição. Um grupo de alunos seleciona previamente as palavras que devem ser omitidas da cópia e dita o texto aos demais. Depois outro grupo realiza a tarefa.

Variação:

A professora escolherá um texto onde apareçam as trocas ortográficas que ela quer trabalhar. Essas palavras serão substituídas no texto digitado por lacunas( espaços vazios) .

Ao receber o texto a criança fará uma leitura para saber do assunto. Em seguida, a professora ditará, fora de ordem, as palavras das lacunas. Caberá ao aluno ir preenchendo as lacunas, de acordo com o sentido do texto.

DITADO EM DUPLAS

O professor seleciona um pequeno trecho que deverá ser ditado e organiza a turma em duplas heterogêneas, envolvendo os alunos com maior ou menor facilidade em ortografia. Quem tem maior dificuldade dita primeiro. Além de ditar, o aluno deve também acompanhar o que o colega está escrevendo e apontar os erros que for encontrando. Depois quem escreveu primeiro dita ao outro o mesmo texto. Isso permite que a criança com mais dificuldades possa obter melhores resultados e se encoraje para aceitar novos desafios.

As duplas escrevem , cada um em seu caderno, o texto ditado pelo professor. Em seguida, comparam os textos e fazem as correções necessárias. Se houver discordância , cada aluno poderá manter sua opinião. A última correção deverá ser feita pela professora

DITADO COM USO DO DICIONÁRIO

Depois de pronto o ditado, cada aluno poderá consultar o dicionário, tentando corrigir as palavras nas quais teve dúvida ao escrever. A última correção deverá ser feita pela professora

DITADO COM BANCO DE PALAVRAS

Durante uma semana( ou a seu critério) a professora listará num cartaz em sala de aula palavras do texto que ditará e que possam apresentar dificuldades ortográficas para sua turma.

DITADO COM AUTOCORREÇÃO

Depois de ditado, cada aluno deverá reler o texto para fazer uma correção com calma. Em seguida, receberá da professora uma cópia do ditado original para que façam a correção final.

DITADO COM PAUTA DE CORREÇÃO

O aluno fará uma produção de texto onde a professora dará uma palavra para que inicie o texto. Após algum tempo ela irá apresentando outras palavras que também deverão fazer parte do texto. Ao corrigir individualmente ,a professora , escreverá para cada aluno pista de auto correção. Exemplo:

Na linha 5 há duas palavras que devem ser escritas com SS;

Releia o 2º parágrafo e corrija as palavras almoço, explicou, xingou.

DITADO COM APOIO

Colocar um cartaz com as sílabas, acentos, r, s, n, m, l, u e vogais. Ao falar uma palavra, apontar para as sílabas da mesma ou da dificuldade trabalhada.

Em seguida as crianças escrevem a palavra ditada. Funciona como um “jogo da memória”.


Bibliografia:

http://www.aprendeminas.com/2010/10/casinha-da-vovo-atividade-1.html


http://200.198.28.154/sistema_crv/banco_objetos_crv/%7B00556D6D-93A4-49B9-A2A4-25E7196CF8E5%7D_sugestoes%20de%20atividades%203.pdf

http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-educar/ensino-fundamental/ensino-fundamental/provinha-brasil/artigos/por-que-trabalhar-com-receita.pdf

http://www.simave.caedufjf.net/simave/proalfa/home.faces